Sebastian Bach: carreira solo

terça-feira, 17 de setembro de 2013



Faltam poucos dias para a vindoura apresentação de Sebastian Bach em São Leopoldo. Preparamos um post especial abordando toda a sua carreira pós-Skid Row como aquecimento para os nossos leitores. Se você ainda não adquiriu o seu ingresso, CLIQUE AQUI e confira todos os detalhes sobre este show que promete ser um dos melhores do ano em terras gaúchas. 

Qual banda não gostaria de abrir para o Kiss? Aparentemente, isso não era algo desejado pelo Skid Row em meados da década de 90. Em 1995, o grupo havia lançado "Subhuman Race", terceiro álbum de estúdio de uma banda que viveu o auge de sua carreira poucos anos antes. A verdade é que o disco não chegava nem perto do padrão de qualidade apresentado no debut autointitulado e no clássico "Slave To The Grind". Para piorar a situação, algumas tensões começaram a surgir entre Sebastian Bach e o resto da banda. Após a performance vergonhosa em São Paulo, abrindo para o Iron Maiden no Monsters Of Rock, surgiu uma ótima oportunidade para o Skid Row abrir um dos shows do Kiss durante sua turnê de reunião com Ace Frehley e Peter Criss. Bach agendou a apresentação sem o consentimento dos outros companheiros de banda, que não gostaram nem um pouco disso por acreditarem que o Skid Row era grande demais para abrir um show do Kiss.

"Você nunca é grande demais para abrir para o Kiss" - foi a mensagem deixada por Bach na secretária eletrônica de um ex-companheiro de Skid Row e, consequentemente, o início de sua carreira fora da banda. Seu primeiro passo foi juntar alguns músicos para formar um novo grupo, chamado The Last Hard Men. A nova banda de Bach contava com os guitarristas Jimmy Flemion (Frogs), Kelley Deal (The Breeders) e Jimmy Chamberlin (Smashing Pumpkins). O The Last Hard Men gravou apenas um álbum autointitulado para a Atlantic Records, que acabou optando por não lançar o material. O disco só viu a luz do dia em 1998, quando Deal decidiu lança-lo através de seu próprio selo, o Nice Records, com uma prensagem limitada de mil cópias.

BRING 'EM BACH ALIVE


Logo após a dissolução do The Last Hard Men, Bach deu início à sua carreira solo propriamente dita. Inicialmente, o vocalista gravou algumas composições novas e realizou uma curta turnê pelo Japão em 1999. A apresentação em Tokyo foi registrada e, junto das faixas inéditas, lançado em novembro do mesmo ano em um álbum chamado "Bring 'Em Bach Alive". O registro é composto por 5 faixas inéditas gravadas em estúdio com a participação de diversos músicos, além de 11 canções do show em Tokyo. Todas as faixas ao vivo são músicas originalmente lançadas pelo Skid Row, sendo a única exceção "The Most Powerful Man In The World", presente no único disco do The Last Hard Men.

Apesar de ser um álbum pouco lembrado na carreira de Bach, "Bring 'Em Bach Alive" é um trabalho essencial para os fãs do ex-Skid Row. As composições novas mostram um pouco da versatilidade de Bach, algo que não foi tão explorado por ele nos anos à frente de sua antiga banda. "Rock 'N' Roll", a faixa de abertura, é praticamente uma declaração de que ele não iria parar de fazer a música que ama nessa nova fase de sua carreira, além de soar muito semelhante ao que ele fazia no Skid Row. Temos ainda o contraste da pesada "Done Bleeding", seguida da faixa acústica "Superjeck, Superstar, Supertears". Já a canção "Blasphemer" é direta ao ponto de soar como Punk Rock, sendo seguida por mais uma faixa de muito peso denominada "Counterpunch", deixando claro que a carreira solo de Bach prometia ser promissora.



Quanto às faixas ao vivo, a verdade é que elas não ficam devendo em nada para as performances do Skid Row em seus anos de glória. Alguns dos grandes clássicos da banda estão presentes: "Riot Act", "Slave To The Grind", Mudkicker" e, obviamente, as obrigatórias "18 & Life", "I Remember You" e "Youth Gone Wild". Vale destacar também a presença de "Frozen" e de "Subhuman Race", que no álbum ao vivo está soando muito melhor que a versão de estúdio do Skid Row. O grande momento do álbum é execução de "Monkey Business", tocada em um medley com "Godzilla", clássico do Blue Oyster Cult.

Um fato curioso que poucos sabem a respeito de "Bring 'Em Bach Alive", é que existe uma versão diferente do álbum que foi lançada apenas no Japão. Na edição japonesa, quase todas as faixas de estúdio foram excluídas e outras 3 canções do Skid Row foram acrescentadas: "Here I Am", "Sweet Little Sister" e "Get The Fuck Out". Essa versão japonesa do álbum é difícil de encontrar até pela internet, sendo um dos itens mais desejados dos fãs de Bach. 



 BACH 2: BASICS


Em 2001, chegou as lojas o segundo disco de estúdio da carreira solo de Sebastian Bach. Na verdade, o novo álbum não tem nenhuma novidade, pois era apenas um apanhado de covers gravados pelo vocalista para diversos tributos. Em boa parte são bandas que de uma maneira ou outra influenciaram Bach ao longo de sua carreira. Mas o álbum está muito longe de ser dispensável e é muito válido para quem quer conhecer um lado diferente do vocalista, que mais uma vez se destaca pela versatilidade ao usar a voz que tornou seu nome mundialmente conhecido. 

"Bach 2: Basics" tem início com nada menos que 3 covers de Ozzy Osbourne: "I Don't Know", "Crazy Train" e "Believer". Por incrível que pareça, todos eles soam ótimos na voz de Bach, com destaque especial para "Believer". O petardo ainda conta com homenagens a bandas como Iron Maiden ("Children Of The Damned"), Rush ("Working Man" e "Jacob's Ladder"), AC/DC ("T.N.T." e "Little Lover") e Rod Stewart ("Tonight's the Night"). Ainda temos dois mega clássicos do Led Zeppelin, "Communication Breakdown" e "Immigrant Song", com uma ótima performance de Bach em ambas as canções.



É óbvio que não poderia faltar alguma coisa do Kiss, que marca presença em "Bach 2: Basics" com três faixas. Primeiro nós temos "Rock Bottom", do clássico disco "Dressed To Kill", de 1975. O cover seguinte é "Shock Me", presente em "Love Gun" (de 1977), canção imortalizada na voz de Ace Frehley e que contou com a participação de Rob Affuso, ex-baterista do Skid Row. Curiosamente, Bach escolheu mais uma canção cantada por Frehley para homenagear o Kiss, "Save Your Love", faixa de encerramento do polêmico álbum "Dynasty", de 1979. 

Ainda temos dois momentos curiosos em "Bach 2: Basics", sendo um deles um medley com duas canções do Hanoi Rocks, "Motorvatin'" e "Fallen Star". Um ano antes do lançamento do disco, Bach havia começado a cantar em musicais da Broadway (assunto que será abordado em um post futuro) e optou por um incluir uma faixa ao vivo de uma apresentação. A canção chama-se "This Is The Moment" e integra o musical Jekyll & Hyde, que marcou a estreia de Bach na Broadway direto com o papel principal. Apesar da qualidade da gravação não ser muito boa, fica a dica para estudantes de canto que estão lendo a matéria: escutem essa faixa! Musicais não são algo para qualquer um cantar e Bach faz uma perfomance realmente impressionante na canção.



ANGEL DOWN


Ao longo dos anos seguintes, Bach dedicou-se a uma infinidade de outros projetos. Participou de mais musicais da Broadway, esteve em reality shows e fez até mesmo participações como ator em algumas séries de TV nos Estados Unidos. Mas as apresentações de sua carreira solo não pararam e ele esteve até mesmo no Brasil em 2005, além de abrir shows para o Guns N' Roses no ano seguinte. Aos poucos, ele foi trabalhando em cima de um novo álbum de estúdio, lançado em 20 de novembro de 2007 com o título de "Angel Down". Vale lembrar que Bach não lançava um álbum composto inteiramente de músicas inéditas desde o The Last Hard Men, ou seja, foram 9 anos de espera.

Nas palavras de Paul Cashmere, da revista Undercover, "o álbum de Metal do ano, se não do século XXI até o momento". Não! O jornalista em questão não está exagerando, "Angel Down" é um álbum espetacular! Particularmente, gosto muito de recomendar o disco para aqueles que relacionam Bach apenas ao seu período mais Hard Rock do trabalho de estreia do Skid Row. "Angel Down" está anos-luz distante do que Bach fazia em sua antiga banda, soando bem mais pesado e agressivo. No geral, o álbum apresenta uma grande variedade de influências, soando bem diversificado, mas ainda assim mantendo um padrão ao longo das faixas que tem o Heavy Metal tradicional como base. 



Para gravar "Angel Down", Bach chamou um time de peso para participar da composição e gravação do álbum. Sua banda contou com dois músicos que tocaram com Rob Halford, o guitarrista "Metal" Mike Chlasciak e o baterista Bobby Jarzombek. Para o baixo foi chamado ninguém menos que o lendário Steve DiGiorgio (Testament), além do guitarrista (e fiel escudeiro de Bach) Johnny Chromatic completando o time. Ainda temos o guitarrista Adam Albright tocando na faixa-título, escrita em uma parceria dele com Bach. A produção ficou a cargo de Roy Z, músico que ganhou reconhecimento internacional na cena produzindo e tocando em 3 álbuns de Bruce Dickinson nos anos 90 ("Balls To Picasso", "Accident Of Birth" e "The Chemical Wedding"), para depois produzir ainda bandas como Judas Priest, Helloween e Sepultura. Roy Z ainda co-escreveu 4 faixas do álbum com Bach e gravou linhas de guitarra nelas ("You Don't Understand", "Love Is a Bitchslap", "By Your Side" e "Our Love Is a Lie").

Mas de todos os músicos presentes no álbum, nenhuma participação chamou mais atenção do que a presença de Axl Rose em 3 faixas de "Angel Down". Após reestabelecerem uma amizade antiga em 2006, Bach convidou o polêmico vocalista do Guns N' Roses para participar do álbum com sua voz. Uma das faixas é, na verdade, um cover do Aerosmith, "Back In The Saddle", que soou ótima na voz de ambos. Ainda podemos escutar a voz de Axl em "(Love Is) A Bitchslap", que acabou virando um dos singles do trabalho, e "Stuck Inside", faixa escrita por Bach e Johnny Chromatic. 



Outros grandes destaques do álbum incluem a faixa "American Metalhead", originalmente gravada pelo Painmuseum (banda do guitarrista Metal Mike) e "Negative Light", canção realmente pesada escrita por Bach, Mike e DiGiorgio. O falecido pai de Bach, David Bierk é duplamente homenageado no disco: primeiro com a capa, que é um quadro pintado por ele e tatuado no braço de Bach por Kat Von D; e com a magnífica balada "By Your Side". O único ponto fraco de "Angel Down" é a outra balada presente nele, que encerra o trabalho, chamada "Falling Into You". Definitivamente, ela soa deslocada em relação ao resto das canções. Um fato curioso é que "Falling Into You" foi escrita por Bach em uma parceria com Desmond Child. Nunca ouviu falar nesse nome? Certamente você já escutou algo escrito por Child! Ele já colaborou com artistas dos mais diversos gêneros possíveis e é praticamente um 'hit maker'. Lembra do memorável riff de "I Was Made For Loving You", do Kiss? Pois é, foi ele quem escreveu!

"Angel Down" foi lançado através de uma parceria de Bach com a gravadora EMI, através de um selo administrado pelo próprio vocalista. Apesar disso, o álbum teve problemas na sua distribuição e acabou vendendo apenas 6.400 cópias em sua semana de lançamento nos Estados Unidos. Mas logo depois o trabalho passou a ter uma distribuição melhor e atingiu a marca de 200 mil cópias comercializadas em todo o mundo. O álbum alcançou apenas o 191º lugar do Top 200 da Billboard, mas ficou em 1º lugar na parada de Heatseekers, que registra os álbuns mais vendidos dentre os estreantes na lista da Billboard. 

Após o lançamento de "Angel Down", uma longa turnê sucedeu-se pelo mundo inteiro para promover o álbum, além de apresentar vários clássicos do Skid Row que sempre integram o repertório. Em maio de 2008, Bach realizou uma turnê pela Austrália, para logo depois percorrer a América do Norte ao lado de Dokken e Poison. Em 2009 abriu vários shows do Guns N' Roses durante a divulgação de "Chinese Democracy", incluindo mais uma passagem pelo Brasil. Enquanto todas essas turnês estavam rolando, Bach encontrou um tempo para escrever material novo ao lado de Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed, para o que deveria ter sido o sucessor de "Angel Down". Infelizmente, nada mais foi dito sobre o trabalho que ambos estavam desenvolvendo, pois seria incrível ver ambos atuando juntos.

KICKING & SCREAMING


Bach teve alguns problemas com os músicos que estavam integrando sua banda solo e acabou trocando alguns, mantendo apenas Johnny e Bobby. Aparentemente, Metal Mike saiu da banda reclamando que não estava recebendo seu devido pagamento, fazendo com que Bach partisse em busca de um novo guitar hero para a sua banda. Um jovem rapaz chamou sua atenção com seus vídeos no You Tube. Seu nome era Nick Sterling e um certo dia Bach tentou entrar em contato com ele, mas Nick achou que se tratava de um trote e inicialmente ignorou os e-mails enviados pelo vocalista. Após descobrir que era o verdadeiro Sebastian Bach, aceitou o posto sem hesitar e começou a compor para o novo álbum de Bach. 

O segundo disco de estúdio totalmente composto por faixas inéditas teve seu nome anunciado em 15 de junho de 2011: "Kicking & Screaming". O álbum foi oficialmente lançado em 27 de setembro do mesmo ano, com um clipe da faixa título estreando no site da revista Revolver. Mais uma vez o lançamento teve uma ótima recepção por parte do público e da crítica especializada. Musicalmente, o novo álbum assemelha-se a "Angel Down" em alguns pontos, mas tem uma sonoridade própria e mostra que Bach não pretendia se repetir. Até porque, o grupo de músicos que trabalhou no petardo era bem diferente do álbum anterior.



Basicamente, "Kicking & Screaming" foi gravado apenas por 3 pessoas: Bach, Nick (que além das guitarras também gravou as linhas de baixo) e Bobby. A maior parte das composições foi assinada por Nick, inclusive a balada "I'm Alive" que acabou virando single e ganhou um videoclipe. Outra canção que virou single conta com uma participação especial: "Tunnelvision", escrita numa parceria de Bach com o guitarrista John 5 (Rob Zombie, ex-Marilyn Manson) e o produtor Bob Marlette. "Tunnelvision" é, provavelmente, o melhor momento do álbum e conta com ótimas linhas de guitarra de John 5, além de um solo sensacional. 

Outros momentos de destaque do álbum incluem canções como "My Own Worst Enemy" (ótimas melodias de guitarra), "Dance On Your Grave" (com seus momentos de peso convidando o ouvinte a banguear muito) e "Dirty Power" (refrão que gruda de primeira). Ainda temos "As Long As I Got The Music", possivelmente a canção que melhor define o álbum, daquelas músicas que marcam o resto da carreira de um músico. Certamente, uma música obrigatória em seus shows daqui pra frente. E, obviamente, não faltam boas baladas, como "Dream Forever", que estranhamente não virou single.



A turnê de "Kicking & Screaming" também marcou o retorno de Bach ao continente europeu após muitos anos sem realizar uma turnê por lá. A banda apresentou-se em alguns dos principais festivais de verão para grandes platéias, mais uma vez levando um repertório que misturava canções dos trabalhos solos e clássicos do Skid Row. Alguns shows foram gravados para posterior lançamento em um DVD e álbum ao vivo.

O álbum foi mundialmente aclamado, a banda estava tocando pelo mundo inteiro, ou seja, aparentemente tudo estava correndo bem. Mas alguns conflitos internos passaram a surgir, mais especificamente entre Bach e seu prodígio, Nick Sterling. Os problemas começaram pelo fato de Nick ter alguns problemas com álcool e não cumprir a exigência do vocalista de que nenhum integrante da banda deve beber antes das apresentações. A dependência etílica de Nick ia um pouco além disso: aparentemente ele participou de algum incidente envolvendo bebidas e má conduta no Canadá, o que impedia sua entrada no país. A gota d'água foi sua recusa em assinar um contrato de uso de imagem para uma apresentação em Los Angeles que seria filmada no Nokia Theatre, fazendo com que ele fosse demitido da banda. 

Apesar dos incidentes ao longo da turnê, um DVD/CD ao vivo chamado "ABachalypse Now" foi lançado contendo o registro de duas apresentações: o festival francês Hellfest e o show de Los Angeles sem Nick Sterling. O DVD ainda conta com parte do show no festival belga Graspop Metal Meeting, uma apresentação inusitada abaixo de muita chuva. Para mais detalhes sobre o lançamento, CLIQUE AQUI e confira o review postado no All That Metal. 



Atualmente, Bach está trabalhando em material para um próximo álbum de inéditas. A produção novamente ficou a cargo de Bob Marlette e algumas faixas contam com colaborações de John 5, Duff McKagan e Steve Stevens. Paralelamente a isso, sua banda segue realizando apresentações regulares, agora com o guitarrista Devin Bronson ocupando o posto deixado por Nick.







1 ano de All That Metal

sábado, 14 de setembro de 2013


Imagine que um dia uma pessoa chega até você e fala que dentro de um ano vai ser absolutamente normal conviver em meio aos shows de várias bandas que você escutou sua vida inteira. É dito também que você vai ter a oportunidade de conversar com vários músicos cujo trabalho você sempre acompanhou, alguns deles até mesmo pessoalmente. Seu nome estaria presente até mesmo na lista de convidados de uma de suas bandas favoritas. Não sei quanto a vocês, mas eu não acreditaria no que essa pessoa poderia falar. Não mesmo!
Mas isso tudo não apenas aconteceu, como passou a ser quase um cotidiano vivido por este que vos escreve. Que atire a primeira pedra o fã de Metal que nunca desejou conhecer de perto seus ídolos, trocar ideias com eles e desenvolver um trabalho que ganharia reconhecimento pela web. Nunca poderia imaginar as consequências trazidas pelo simples fato de ter criado este blog. E hoje que o All That Metal completa um ano, decidi compartilhar com vocês algumas das histórias que sucederam-se ao longo desse período. So here we go...


O início

Comecei a escrever sobre música em 2005, quando estava cursando Comunicação Social em minha terra natal, Bagé, no interior do Rio Grande do Sul. Ofereceram uma página de um jornal quinzenal para abordar as bandas locais e assim dei os primeiros passos no ramo. Passei cerca de um ano realizando esse trabalho e mais tarde colaborei com outros sites especializados em Metal. Depois de um certo tempo hibernando, surgiu a ideia de criar meu próprio blog sobre o assunto, mas demorou muito até colocar o projeto em prática. 
Então, uma certa noite em setembro do ano passado, o tédio estava me consumindo e por algum motivo inexplicável acreditei que aquele era o momento certo para dar início ao trabalho que vocês acompanham hoje. Em uma única noite com muito café e cigarros, escrevi todas as matérias postadas no primeiro dia do que viria a ser o All That Metal. Naquela época, me sentia entediado de sempre ver nos sites especializados as mesmas bandas, os mesmos assuntos, era tudo igual por todos os cantos da web. Minha ideia era criar algo para um público diferenciado, com um material diferente e apostando em artigos próprios ao invés de simplesmente postar notícias que podem ser encontradas em qualquer outro site. 
Alguns fatos curiosos que nunca foram explicados por aqui são o nome do blog e a imagem do nosso avatar. O nome veio de uma ideia bem simples: All That Jazz. Além de ser um bom trocadilho, já deixa bem claro que por aqui não existem preconceitos ou limites em relações aos gêneros abordados. Quanto ao avatar presente na página do Facebook e demais imagens de divulgação, cabe uma explicação mais elaborada: meu emprego cotidiano é como fotógrafo de moda. O All That Metal surgiu quase como uma forma de provocar a cena inteira, pois nunca seguimos padrões da mídia especializada. Sendo assim, nada melhor para provocar os dois mundos do qual fazia parte do que uma imagem retirada de um catálogo de moda inspirado no Black Metal. Simples e objetivo, uma marca definitiva do blog. 
Começamos mostrando capas de álbuns clássicos com gatos, relembrando o maior blog de humor headbanger que já existiu e falando sobre bandas que mudaram com o tempo. O primeiro 'hit' do ATM foi uma matéria sobre as maiores pérolas da Rede Globo relacionadas ao Metal. A prova definitiva de que realmente chegamos para falar de Metal de uma forma diferente surgiu alguns dias depois: um dia inteiro especialmente dedicado a Devin Townsend no lançamento do álbum "Epicloud" e o primeiro review da história do blog que não era sobre uma banda de Metal, uma resenha de "Fight Like A Girl", da Emilie Autumn. Foi assim que começou a definir-se o público do ATM, leitores que não são o típico fã de Metal padrão que escutou as mesmas bandas a vida inteira. 
Alguns dias depois o blog começou a emplacar mesmo. No dia 20 de setembro, data mais especial do ano para qualquer gaúcho, lançamos a coluna Southern Extremism, totalmente dedicada a mostrar o que temos de melhor no Rio Grande do Sul. A primeira banda entrevistada foi a Postmortem e logo depois tivemos a participação de Armada SA e Frost Despair. Na mesma época, apareceu a primeira das muitas entrevistas internacionais que tivemos, com Gloria Cavalera. Outros destaques do período inicial do blog incluem diversos artigos que tiveram ótima aceitação dos leitores (Iron Maiden em Donington, Hottest Chicks In Metal, fãs de Manowar e o artigo mais acessado da história do ATM: A hora e a vez das groupies falarem) e alguns furos exclusivos de reportagem, como anunciar a turnê do Cavalera Conspiracy antes de todo mundo (clique aqui e depois aqui).


Reconhecimento

As coisas passaram a mudar em dezembro do ano passado com o primeiro review de show do ATM, uma cobertura completa do show do Moonspell. Na época, não costumávamos fazer credenciamentos para cobertura de shows e tudo aconteceu de forma inesperada. Primeiro, houve um concurso para o Meet & Greet com a banda... fui um dos vencedores! Logo depois, foi realizada uma promoção para almoçar com a banda... mais uma vez, fui o vencedor! O resultado é o que vocês podem conferir no review do show, uma experiência incomparável de passar um dia inteiro ao lado de uma das minhas bandas favoritas. Um dia que vou lembrar para o resto da minha vida. E que foi compartilhado com todos vocês aqui no ATM. Prometo que ainda vou criar um blog chamado ATM Backstage apenas para as histórias inusitadas que acabam não sendo publicadas por aqui, e vai ter muita coisa desse dia que não está no review.
Pela primeira vez na curta história do blog surgiu o reconhecimento pelo trabalho que estava sendo desenvolvido. Mais entrevistas internacionais surgiram, sendo duas delas realmente especiais para mim. A primeira foi com James McIlroy, guitarrista do Cradle Of Filth, banda da qual sempre fui um fã devoto. Logo depois tive a oportunidade de conversar com Michael Amott, nada mais nada menos que o guitarrista e fundador do Arch Enemy, além de já ter tocado no Carcass, duas bandas fundamentais para a minha formação musical. A entrevista com Michael foi DE LONGE a melhor que já tive a oportunidade de fazer pelo ATM. Sério, não tem como comparar com nenhuma outra. O guitarrista é um exemplo de simpatia e humildade para a cena inteira. Tem gente que imagina que um músico como ele poderia ser um dos mais egocêntricos no meio da música extrema, mas ele é totalmente o oposto disso. Um acontecimento que marcou não apenas a história do blog, mas também a minha visão sobre ele e a música em geral.
Mais artigos marcaram este ótimo período vivido pelo blog, sendo que muitos deles ainda recebem vários acessos até hoje. Apresentamos o texto mais completo já escrito em português sobre o Les Légions Noires, a obscura cena francesa de Black Metal. Criamos a melhor trilha sonora para você curtir o fim do mundo. Selecionamos as versões mais pesadas de canções de Game Of Thrones e Elder Scrolls. Falamos sobre os melhores álbuns de 2012 e apontamos os mais esperados de 2013.
Mas algumas mudanças aconteceram logo a seguir...


Reformulação

Em janeiro fui obrigado a me afastar do blog por questões pessoais que realmente me impediram de dar continuidade ao trabalho que estava sendo desenvolvido. Durante o período em que estive fora, quem ficou comandando tudo foi um antigo colaborador que estava comigo desde outubro do ano passado. Infelizmente, tivemos algumas diferenças de opinião sobre determinados assuntos fúteis e cada um seguiu seu rumo, ele criando seu próprio site e eu seguindo em frente com o ATM. Apesar do pedido, optei por não deletar seu trabalho no blog pelos leitores que poderiam ter interesse em ler o material (vide entrevistas com The Agonist, Rotting Christ, Epica e Paul Allender do Cradle Of Filth).
Ao invés de simplesmente retomar as atividades do ATM como se nada tivesse acontecido, uma estratégia mais elaborada era necessária após quase 3 meses sem postagens regulares. Formei uma equipe, estipulei metas e prazos, mudamos o foco para abordar mais a cena nacional. Definimos um objetivo: queremos fazer cobertura de shows, oferecer um relato dentro dos padrões midiáticos de um veículo de qualidade e apresentar fotos que transportem o leitor para dentro do show. Uma palavra é capaz de definir tudo isso que estávamos buscando: profissionalismo. 
O retorno foi em grande estilo, com uma entrevista de Pinche Peach, do Brujeria. Em abril do ano passado tive a sorte de viajar no mesmo avião da banda durante a turnê sul americana, passei a viagem inteira conversando com ele e seguimos mantendo contato. Ainda tive a oportunidade de ver El Brujo sem máscara e a honra de conhecer um de meus bateristas favoritos, Nick Barker (ex-Cradle Of Filth e Dimmu Borgir). Só faltou o Jeff Walker nessa turnê! A entrevista com Pinche Peach foi postada pontualmente às 16:20 (entendedores entenderão).  Curiosidade: a entrevista foi realizada ao longo de vários dias com muita tranquilidade. Em um desses dias em que estávamos conversando, ele teve que interromper a entrevista para dar atenção aos filhos. Conseguem imaginar isso?
Na mesma época em que retomamos as atividades do blog, surgiu a ideia de fazer uma matéria especial em homenagem aos 3 anos da morte de Peter Steele, vocalista/baixista do Type O Negative. Estava tudo certo: garantimos uma entrevista com ex-baterista do Type O, Johnny Kelly, e mais a participação especial de outros músicos renomados que eram amigos de Peter. Mas Johnny só enrolou para enviar as respostas, estava sempre ocupado, a data passou e a homenagem não aconteceu. Tudo bem, perdoamos Johnny pelo simples fato de ter integrado uma banda que fez história no Metal. Ao menos ele ficou sabendo que tenho o logo da banda tatuado.
Matérias de destaque do retorno do ATM incluem: "We Like The Bad Girls" da Red Front; review de "Closed Eyes", da banda Astaria; o único review faixa-a-faixa de "Infestissumam", do Ghost (BC); figuras históricas que formariam grandes bandas de Metal; o único texto em português com a história completa do misterioso Devil Doll; um artigo sobre bandas francesas.
Depois do review do show de Paul Di'Anno em Porto Alegre, alcançamos o objetivo citado acima. Passamos a fazer coberturas de shows credenciados e os 3 principais shows de maio foram relatados em detalhes no ATM: Andre Matos, Morbid Angel e Grave Digger. 
As mulheres do nosso gênero musical favorito também passaram a ganhar cada vez mais espaço. Primeiro tivemos uma entrevista com Mizuho Lin, vocalista da Semblant, banda que nunca fiz questão de esconder que é uma das minhas favoritas na cena nacional. Logo depois tive a honra de realizar a primeira entrevista de Lindsay Schoolcraft como tecladista do Cradle Of Filth, com direito a agradecimento especial dela citando meu nome em seu perfil pessoal. Lindsay revolucionou o ATM: fizemos a nossa primeira matéria totalmente em inglês a pedido dela mesma! Isso abriu as portas para postarmos entrevistas em inglês e buscarmos bandas desconhecidas no país sem medo de pensar se isso poderia ou não gerar acessos. Assim chegamos a outra vocalista do metal extremo, Marika Hyldmar, do Illnath, que fez sua segunda entrevista na banda através do ATM.
Quanto ao time formado que citei acima, no vídeo ao final do post vou entrar em detalhes. Mas algumas coisas merecem ser mencionadas aqui:
  • Lucas Queiroz, velho amigo de muitos porres na Cidade Baixa, campeão das polêmicas com a coluna Six Strings Lovers.
  • Certa vez uma leitora do blog apareceu me adicionando no Facebook  e convidei ela para juntar-se a nós depois que falou que cursava jornalismo. Pouco tempo depois ela sugeriu a realização da Semana Ronnie James Dio no ATM, que resultou na nossa primeira matéria emplacada nos destaques do Whiplash. O nome dela é Paola Rebelo e não tornou-se apenas minha parceira número um nas coberturas de shows, mas também uma grande amiga!
  • Uma das pessoas que eu mais tenho orgulho de dizer que integra nossa equipe: Ana Rauber! Sempre contribuindo com ótimas ideias e entrevistas com bandas como Dyingbreed, Prophajnt, Human Plague e Hate Handles.
  • Paulo Momento, um dos caras que mantêm o underground vivo no interior do estado, sempre trazendo grandes matérias, como entrevistas (Trail Of Sins, Bloodytrap, Bullseye, Drunkenstein) e coberturas de eventos que rolam em Pelotas (Dark City, Bokada Metal Fest de junho e agosto). Para mostrar que a cena gaúcha está MUITO além do que rola na capital, fazendo do Paulo um sujeito essencial em nosso grupo. 
  • O mineiro da nossa equipe, Caio Botrel, que emplacou o mais recente 'hit' do ATM, a entrevista com Paul Schroeber!
  • O primeiro sujeito que topou colaborar no ATM, Delmar Borba, sempre lembrando os maiores clássicos do gênero. 
  • Last, but not least... o barman da casa, especialista nos drinks de absinto, Adriano Pasini! Só para lembrar: ele esteve por aqui primeiro como entrevistado com a banda Armada SA. Para a surpresa geral, de TODAS as bandas nacionais que já postamos no blog só existe UMA mais acessada que a Armada SA, que é o Angra. O Adriano ainda ganhou umas dicas de canto da Melissa Cross, junto do Odommok (Frost Despair) e da Mizuho Lin.

Expansão

Acho que só passei a tomar conhecimento do quanto o blog estava sendo reconhecido a partir do momento em que passei a receber convites para realizar outras atividades relacionadas a música. A primeira oportunidade que surgiu foi através do meu grande amigo Deivid Daudt, DJ da Vampire Cabaret. Comentei com ele que adoraria ser DJ de uma festa que toque músicas numa linha gótica só para tocar uns sons mais pesados, algo que estava faltando em Porto Alegre. Na mesma hora ele me convidou para ser DJ da Vampire Cabaret e o ATM entrou como colaborador da festa. Isso foi muito divertido! Justamente pelo fato de que eu estava lá pelo prazer de tocar músicas que eu gosto para as pessoas, sem nenhum compromisso de levar isso muito a sério como muitos DJ's locais. Nesse quesito, meu foco sempre foi trabalhar em cima das minhas próprias músicas com a minha banda. Mas foi ótimo e espero fazer isso de novo. 
O outro convite que recebi foi ainda mais especial e requer que eu explique de forma mais detalhada. Há alguns anos conheci a Carol Bijl, uma publicitária com a qual sempre curti trocar várias ideias e ficamos muito tempo tentando trabalhar juntos em algum projeto. Ela passou a produzir um programa da Rádio Putzgrila totalmente voltado para bandas independentes, o New Kidz On Dead Rock. Fui convidado para participar do programa para falar do blog e o trabalho que estávamos desenvolvendo com bandas underground, decidi levar a Paola e o Queiroz comigo. Comparecemos no programa que foi veiculado ao vivo no dia 1º de junho. 
O que parecia ser apenas um convite para participar do programa acabou virando uma proposta para permanecer como apresentador fixo. Honestamente, eu não sabia o que esperar, mas aceitei por ser um desafio totalmente novo e uma boa oportunidade de expandir o trabalho que eu faço com o ATM. Quem realmente comanda o programa é a Ana Beise, mais uma dessas pessoas incrivelmente legais que conheci graças ao ATM. E sinto te informar Ana: hoje em dia o New Kidz (que passou a chamar-se Groovypedia Studio Live) não é apenas teu filho, passou a ser meu também! 
Apresentar o programa é tão importante quanto escrever para o blog. Só é diferente: o blog é aquele momento de reflexão e opiniões exclusivamente minhas, enquanto o New Kidz/Groovypedia são duas horas de interação e troca de ideias. É a extensão que eu achei para o ATM. Além do mais, é uma honra integrar o grupo da Putzgrila! Em julho ainda rolou um especial do ATM no Dia Internacional do Rock totalmente dedicado aos anos 80. Ensaio para um futuro programa do blog? Quem sabe...

Atualidade

Como disse anteriormente, o New Kidz/Groovypedia é o momento de interação em tempo real do trabalho que desenvolvi no ATM. E de tudo que já rolou no programa, nada pode-se comparar ao dia em que recebemos o Jacques Maciel, do Rosa Tattooada,  no estúdio. Não vou mentir, se eu falar que era fã da banda antes disso vou estar mentindo. Mas é inegável que é uma grande honra entrevistar um músico com a experiência dele. Honra maior ainda é ter seu trabalho reconhecido pelo Jacques. 
No final das contas, o encontro rendeu muito assunto para o blog: primeiro fizemos um review do show acústico no Malvadeza Pub e depois postei um trecho da entrevista com Jacques relatando a primeira passagem do Sepultura por Porto Alegre. Ainda ganhei um DVD da banda com uma dedicatória do Jacques, devidamente adicionado à minha coleção de itens autografados, fotos e demais artefatos adquiridos durante esse ano com o ATM. Muito obrigado, Jacques! Pode sempre contar com meu apoio!
Tivemos vários reviews de shows nos últimos tempos. A Paola e o Caio estiveram no show do Avantasia em São Paulo e fizeram uma "resenha escrita a quatro mãos". Rolou também um review da passagem do Winery Dogs por Porto Alegre. E para ninguém pensar que só queremos fazer resenhas de shows internacionais, fizemos uma cobertura com fotos exclusivas do último show da Prophajnt antes da pausa que a banda deu (eles retornam ano que vem!).
Anteriormente, citei que durante a transição da nova fase do blog passamos a manter um foco maior em bandas do underground nacional. Para a surpresa geral, isso aumentou de forma muito significativa o número de acessos. Isso é algo muito satisfatório, saber que alcançamos nosso objetivo em criar um público diferenciado, algo bem distante daquele tradicional fã que só escuta as mesmas bandas sempre. Bons exemplos disso é a boa recepção de entrevistas que postamos de bandas como Save Our Souls e Hecatombe, além das postagens do Drops Metal Media, com novidades das bandas assessoradas por esses grandes parceiros do ATM. 
Do meu ponto de vista, tivemos três grandes momentos nos últimos tempos:
  • Show do Angra em Porto Alegre: começamos com uma série de matérias especiais cujo ponto alto foi uma entrevista exclusiva com Rafael Bittencourt, cortesia do nosso parceiro Homero Pivotto, assessor de imprensa da Abstratti. O show foi fenomenal, com direito ao Rafael posando diretamente para mim em uma das fotos (CLIQUE AQUI para ler o review e ver a galeria de fotos). Pra completar, o Felipe Andreoli ainda usou uma foto minha como avatar de seu perfil no Facebook. Épico!
  • Fizemos a cobertura do Possessed da forma ideal. O review foi totalmente focado nas apresentações do Possessed e da Postmortem e optamos por deixar os problemas ocorridos durante o evento para um outro post. Não acho que faço um trabalho melhor do que qualquer outra pessoa ou veículo, muito menos considero ter concorrentes. Pelo contrário, quanto mais apoio houver entre veículos do gênero, melhor será para todos que atuam na área do jornalismo especializado em Rock e Metal. Mas acabei lendo cada relato absurdo sobre o show, alguns repletos de erros sobre os acontecimentos daquela noite. É uma pena que tudo isso aconteceu e ainda resultou no fim de mais uma produtora local. Enfim, se alguém ainda tem dúvidas sobre tudo que rolou na noite de 8 de agosto no Beco, basta ler as duas matérias e tirar suas próprias conclusões. 
  • E, por fim, o que deu início a todo este post: CLIQUE AQUI e descubra como fui no show do Soulfly alcançando o maior reconhecimento que o ATM já teve. 
Por fim, gostaria apenas de destacar um convite que recebi como uma grande honra recentemente. Já enviei várias matérias do ATM para o Whiplash e quem atua na área do jornalismo sobre Rock/Metal sabe que o site é colaborativo, não é difícil ter matérias postadas por lá e basta enviar um determinado número para ganhar sua página com todas as matérias. Mas no meu caso eu recebi a proposta de ter a página de minhas matérias do próprio João Paulo Andrade, fundador e proprietário do site. Achei bacana ter meu trabalho reconhecido pelo dono do maior site do gênero. Ou seja, vocês podem conferir todas as matérias que já enviei para lá em minha própria página no site. 

Futuro

Tem muitos projetos que debatemos entre os colaboradores e que nem sempre são colocados em prática. Algumas coisas por falta de tempo e outras por exigirem investimentos que estão além do nosso alcance. A principal delas é apresentar o blog em um site de domínio próprio com um layout novo e mais agradável. Já era para ter acontecido há muito tempo, mas por um motivo ou outro ainda não rolou. É uma das prioridades para o futuro.
Tratando-se de investimentos e dinheiro, acho importante ressaltar que jamais ganhamos um centavo sequer com o ATM. Não foi por falta de oportunidades, já me ofereceram propostas envolvendo grana para escrever determinadas matérias, mas acabei recusando. É que uma vez que você aceite ser pago por uma matéria, não significa que você estará fazendo aquilo por vontade própria, mas sim pelo comprometimento e/ou necessidade. Logicamente, gostaria muito que o blog pudesse manter-se por si próprio e gerar uma renda para todos os envolvidos. Um dia, quem sabe, isso aconteça, mas jamais vai ser nosso foco. Fazemos isso tudo porque amamos esse gênero musical e queremos contribuir com a cena underground.
O ATM sempre apoiou e sempre apoiará bandas independentes, essa é a maior certeza que vocês podem ter em relação ao que produziremos no futuro. Algumas coisas vão mudar ao longo do segundo ano de atividades, isso é uma certeza. Mas as bandas que gostariam de divulgar seu trabalho em nossa página e, especialmente, aquelas que já tem uma parceria mútua com o blog, podem ter certeza que sempre podem ter seu espaço garantido em nossas postagens.
Para finalizar, gostaria de eu mesmo deixar algumas palavras com vocês...
(por favor não liguem para as olheiras e o cabelo desarrumada, virei a noite preparando os posts de hoje...)

Entrevista: DISTRAUGHT [vídeo]


Poucas bandas nacionais dispensam apresentações ao citarmos apenas o nome do grupo. A DISTRAUGHT é uma delas, com mais de 20 anos em atividade que tornaram a banda uma das mais importantes do cenário nacional. Seu trabalho mais recente, "The Human Negligence Is Repugnant", foi lançado em maio do ano passado e apresenta um Thrash Metal de altíssima qualidade, certamente o melhor registro criado pelo quinteto porto alegrense. 

Para marcar o aniversário de um ano do All That Metal, nada mais justo do que fazer uma matéria especial com a banda. Apresentamos hoje uma entrevista totalmente diferente do que nossos leitores estão acostumados a ver no blog: registramos em vídeo a conversa com a banda e você pode conferir tudo na íntegra! Praticamente um talk show do ATM, gravado na sede da Rádio Putzgrila com algumas cervejas sobre a mesa. 

A conversa durou cerca de meia hora e abordamos vários temas ao longo desse tempo. Conversamos sobre o novo álbum, o cenário nacional, a participação de André Meyer no novo álbum do Hibria e vários outros assuntos envolvendo a história da banda. Alguns dos integrantes chegaram atrasados devido a contratempos no trânsito desorganizado de Porto Alegre, mas nada que atrapalhe o resultado final da entrevista. 

Sem mais delongas, fiquem com o vídeo da entrevista:

Max Cavalera: um rápido bate-papo com o All That Metal


O Soulfly acabou de passar pelo Brasil e o All That Metal fez a cobertura do show realizado em Porto Alegre no dia 28 de agosto. Mesmo após a turnê, Max Cavalera não descansa e segue dando continuidade a vários projetos. O novo álbum do Soulfly será lançado no mês que vem, "Savages", e sua biografia acabou de ser lançada, batizada com o nome de "My Bloody Roots". Além disso, ele já planeja o próximo álbum do Cavalera Conspiracy, prepara-se para retornar ao Brasil no fim do ano com o Metal Allstars e pretende gravar com a banda formada com Greg Puciato, do Dillinger Escape Plan.
Durante a breve pausa após a turnê sul americana, tivemos uma oportunidade de bater um papo bem rápido com essa lenda do Metal direto de sua residência. Logo abaixo você confere nossa conversa com Max, uma matéria especial do aniversário de um ano do All That Metal. 

Sobre reencontrar os fãs brasileiros na turnê com o Soulfly:
"Foi incrível! Foi possivelmente uma das minhas turnês brasileiras favoritas!"

"Savages" vai dar continuidade a tendência do Soulfly de soar mais pesada a cada álbum?
"'Savages' é novo, cheio de energia, com uma mistura do extremo e do clássico Soulfly."

"Soulfly IX" é uma faixa bônus do álbum. Algum motivo especial para isso? [N.E.: todos os álbuns da banda contém uma faixa com o nome da banda.]
"Isso dá a chance do público ter a faixa instrumental, se elas gostam de uma faixa instrumental."

Sobre "My Bloody Roots": quão difícil foi escrever sobre a saída do Sepultura?
"Foi difícil mas necessário. É o momento de todos escutarem a verdade."

Como ficou sabendo dos protestos no Brasil:
"Eu fiquei sabendo pela internet e falei minha opinião!"

O projeto com Greg Puciato ainda vai rolar?
"Sim, na verdade, eu estou indo para o estúdio em Los Angeles amanhã para gravar." [a conversa aconteceu no começo de setembro]

Se ele lembra a noite em que tocou Sex Pistols em Porto Alegre, relatado por Jacques Maciel [do Rosa Tattooada]. CLIQUE AQUI se não conhece essa história que publicamos.
"Possivelmente eu estava bêbado, mas parece ter sido divertido!"

Todo mundo sabe que Max é fã do Possessed. Ele assistiu algum show da turnê em que a banda está tocando o "Seven Churches" na íntegra?
"Não, mas eu encontrei o Jeff uma vez fora do ônibus do Soulfly e ele foi muito legal."

Será que rolaria uma turnê comemorativa de "Point Blank" [álbum do Nailbomb] ou "Roots" no futuro?
"Em todos os shows eu toco uma mistura de canções da minha carreira."

Mensagem aos fãs brasileiros:
"Foi ótimo ver todo mundo nos shows! Mal posso esperar para voltar!"

...e enquanto esperamos seu retorno, fiquem com "Bloodshed"!


Yngwie Malmsteen: detalhes sobre o show em Porto Alegre


O guitarrista sueco Yngwie Malmsteen retornará a Porto Alegre para enfeitiçar o público com sua técnica, precisão e feeling no instrumento de seis cordas.          
O show será dia 9 de novembro, no Opinião (José do Patrocínio, 834), às 20h. Antes, os gaúchos da banda Venus Attack mostrarão peso e sofisticação musical fazendo a apresentação de abertura.
 
YNGWIE MALMSTEEN
Yngwie Malmsteen é um dos guitarristas mais virtuosos e competentes do planeta, unindo agilidade e técnica. Nascido em Estocolmo, na Suécia, começou cedo na música fazendo aulas de piano e trompete. Com aproximadamente cinco anos, ganhou seu primeiro violão. Em seguida, ao ver um programa de TV sobre a morte do mestre das seis cordas, Jimi Hendrix, o jovem Malmsteen resolveu ativar o presente que estava parado. A intimidade com o instrumento o levou a criar uma química incrível também com a guitarra. Ainda jovem, na primeira metade dos anos 80, foi chamado para tocar em álbuns das bandas norte-americanas Steeler e Alcatrazz. Em 1984, lançou seu primeiro disco solo, Rising Force, com o qual alcançou reconhecimento mundial. Com o trabalho de estreia, Malmsteen revelou ao mundo o seu estilo veloz e influenciado pela música clássica.
Desde então, o músico já colocou no mercado cerca de 20 álbuns de estúdio, todos aclamados pelo apuro técnico. Em seus registros, fez questão de trabalhar com renomados vocalistas, como Jeff Scott Soto, Mark Boals, Joe Lynn Turner e Tim "Ripper" Owens. Malmsteen também participou por muitos anos do projeto G3, com Steve Vai e Joe Satriani. Seu mais recente disco é Spellbound, que saiu em dezembro de 2012. A banda que acompanha Malmsteen na atual turnê é Ralph Ciavolino (baixo), Patrick Johanson (bateria) e Nick Marino (teclados).
 
VENUS ATTACK
Formada em 2009, a banda conta com um time de excelentes músicos. Entre eles, o renomado guitarrista gaúcho Jairo Borba e o vocalista Michael Polchowicz (ex-Hangar), que tem uma carreira consolidada como cantor lírico. Completam o time Daniel Mueller (baixo) e Renato Larsen (bateria). A ideia da Venus Attack é fazer algo original, sincero e moderno, mas que ao mesmo tempo não fuja de suas origens. O resultado é um som pesado, com referências de hard rock, rock clássico e até mesmo pop. O primeiro álbum, autointitulado, saiu neste ano. Antes disso, em 2010, o conjunto havia lançado o single ‘S.O.S’. O primeiro disco oficial revela uma diversidade interessando, trazendo peso e agressividade mesclados com baladas e refrões cativantes.
YNGWIE MALMSTEEN (SUÉCIA)
Banda convidada:
VENUS ATTACK (Porto Alegre)
Onde:
Opinião (José do Patrocínio, 834)
Quando:
9 de novembro, sábado. Abertura da casa às 18h30min.
Ingressos:
Primeiro lote: R$ 95,00 (ESGOTADO)
Segundo lote: R$ 115,00
Terceiro lote: R$ 140,00
Quarto lote: R$ 160,00
Pontos de venda:
Lojas 
Lojas Multisom (Shopping Iguatemi, Praia de Belas, Barrashoppingsul, Moinhos, Total, Bourbon Ipiranga, Bourbon Wallig, Andradas 1.001, Shopping Canoas, Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon São Leopoldo)
A Place (Centro Shopping - Rua Voluntários da Pátria, 294, loja 150. Fone: (51) 3213-8150)
Zeppelin (Galeria Luza - Rua Marechal Floriano, 185, loja 209. Fone: fone: (51) 3224.0668)
Informações
(51) 3062-3245
Site oficial do artista: yngwiemalmsteen.com

Odum confirmado na Expomusic 2013



A banda ODUM, originalmente formada em Los Angeles (Califórnia, nos Estados Unidos) pelo baterista e palestrante brasileiro Gus Conde, em 2005, está confirmada no próximo dia 20 de setembro, às 20 horas, no estande "Music Live Room" da Sonotec, durante aExpomusic 2013 – 30ª Feira Internacional da Música, realizada anualmente no Expo Center Norte, em São Paulo. O grupo vai apresentar um pocket show pelo segundo ano seguido na maior feira de música da América Latina (pela primeira vez no Brasil com a formação completa, já que em 2012 o pocket show foi instrumental) para representar as marcas Axis Percussion e KickPort. Haverá distribuição de brindes e CDs.

ODUM divulgou recentemente o teaser de "New Earth", o próximo single do grupo, previsto para sair em outubro. A música, que fará parte do terceiro EP da banda (ainda sem título nem data de lançamento definidos), vai estar no repertório da nova turnê do ODUM, a ser anunciada oficialmente em algumas semanas. Confira o teaser no final da matéria.

Destaque na "Virada Cultural Paulista 2013" com workshow instrumental (vídeo abaixo), ODUM é considerada a revelação brasileira do metal nos EUA. Para agendamento de shows, basta entrar em contato pelo e-mail z1press@hotmail.com.

SERVIÇO
Expomusic 2013 – 30ª Feira Internacional da Música
Pocket Show: Gus Conde feat. ODUM
Data: 20 de setembro (sexta-feira)
Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo/SP)
Estande: Sonotec
Horário: 20h (funcionamento das 11h às 21h)
Ingresso: R$ 20,00
Informações: (11) 2226-3100 | expomusic.com.br
* (Nos dias 18 e 19 a feira é restrita a profissionais do setor com credencial ou convite. Já nos dias 20, 21 e 22, o evento é aberto ao público mediante à compra de ingressos. Nestes dias, entram sem pagar somente compradores, músicos e DJs com crachá. Crianças com idade até 12 anos, maiores de 60 anos e deficientes físicos têm acesso gratuito.)

Links relacionados:


Imprensa/Booking: z1press@hotmail.com

Frost Despair: show com o NILE em Porto Alegre


A banda gaúcha de symphonic black metal FROST DESPAIR está finalizando as gravações de "Surreal", seu álbum de estreia, sucessor do EP "The God Delusion", lançado em 2011, e anunciou mais um show para divulgação das novas músicas. O grupo se apresentará na capital gaúcha no dia 22 de dezembro no Urânio Extreme Festival, ao lado dos mestres do technical death metal, o NILE. Confira abaixo todas informações do show.

Urânio Extreme Festival
Bandas: Nile, Frost Despair, Bloody Violence e Exterminate
Data: 22 de dezembro de 2013
Horário: 19h
Local: Bar Opinião
Endereço: Rua José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa - Porto Alegre/RS
Ingressos: R$45 (1º lote), R$60 (2º lote), R$75 (3º lote) e R$85 (4º lote)
Pontos de venda: www.opiniaoingressos.com

Links relacionados:
http://www.frostdespair.com
http://www.facebook.com/pages/Frost-Despair/170368476397736
http://www.myspace.com/frostdespair
http://twitter.com/FrostDespair
http://www.purevolume.com/FrostDespair

Fonte: Seagal Metal Press



Entrevista: Mlny Parsonz (ROYAL THUNDER)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013


O Royal Thunder é uma banda formada em Atlanta no ano de 2004 apostando em uma proposta bem diferenciada com influências de Prog Rock e muita psicodelia. O grupo lançou seu primeiro EP autointitulado em 2010, rendendo um contrato com a gravadora Relapse Records. No ano passado lançaram seu primeiro full length, "CVI", projetando o nome para além das fronteiras estadunidenses e recebendo ótima repercussão por parte do público e da crítica. Tamanho reconhecimento fez a banda ganhar destaque em grandes veículos como Rolling Stones, Decibel e até mesmo uma indicação como Melhor Banda Underground na premiação da revista inglesa Metal Hammer. 

Em 2013, o grupo formado por Mlny Parsonz (baixo e vocal), Josh Weaver (guitarra) e Evan Diprima (bateria) decidiu regravar  três canções em formato acústico para um EP gratuito. É sobre o desafio de converter sua música para outro formato, o crescente reconhecimento da banda e vários outros assuntos que Mlny conversou com o All That Metal em uma entrevista muito divertida. Confira a conversa logo abaixo ao som do que o Royal Thunder faz de melhor! 



ALL THAT METAL: E aí pessoal, como vocês estão?
MLNY PARSONZ: Estamos ótimos! Obrigado por perguntar!

ATM: Royal Thunder continua crescendo dia após dia desde a excelente recepção de "CVI" em todo o mundo. Então, antes de mais nada, eu gostaria de saber de você: como você descreve a música que criaram nesse álbum?
MLNY: Nós gostamos de pensar nele como um progressive rock inspirado em nossas experiências de vida. Nós sempre deixamos a música chegar até nós e através de nós de uma maneira bem natural. É uma expressão que vem de nossas almas. 

ATM: Vocês foram indicados para a categoria Melhor Banda Underground no Metal Hammer Golden Gods Awards. O que isso representa para a banda?
MLNY: Estamos gratos por qualquer feedback positivo e nos sentimos honrados por ao menos ser considerados para algo como isso! Eu digo, nós só queremos tocar música e compartilhar com qualquer um que tenha interesse em escutar. Para cada um que tem interesse no que estamos fazendo, é uma grande honra e um privilégio concedido!

ATM: Vocês possivelmente notaram que após o Ghost tornar-se um grande sucesso, muitas bandas com influências dos anos 70 estão em destaque agora. Esse momento especial, somado ao seu grande talento trouxeram a banda até aqui. Considerando isso, você acredita que o Royal Thunder está no lugar certo no momento certo?
MLNY: Nós não estamos prestando atenção no que anda acontecendo, na verdade (risos). Mais poder para qualquer um que tem a oportunidade de ser bem sucedido e viver seus sonhos! Eu estou feliz por qualquer um que trabalha duro e atinge resultados positivos. Honestamente. Eu não sei se estamos em algum tipo de lugar? Ou qualquer tipo de época para essa questão. Estamos apenas aqui, sendo nós mesmos.

ATM: A maior parte de "CVI" tem uma vibe psicodélica com muitas influências de prog dos anos 70. Mas no meio disso tudo, você pode escutar "No Good", que é uma música grudenta bem diferente de todo o resto. Vocês sentiram que precisavam de uma canção como essa ou apenas surgiu naturalmente?
MLNY: Toda a música que fazemos é genuína, então sim, foi natural. Apenas deixamos rolar. 



ATM: Vocês recentemente gravaram algumas versões acústicas de canções de "CVI". Josh disse que foi um grande desafio para a banda, então conte-me mais sobre o processo de regravar essas faixas. Além do mais, quão importante foi a parceria com o produtor Joey Jones?
MLNY: Nós fomos para o estúdio sentindo-se bem intimidados, na verdade. Não tínhamos ideia de como representar um lado acústico dessas músicas!  Estávamos bem nervosos. Nós chegamos e apenas começamos a gravar. Foi tudo chegando pedaço por pedaço. Se não estivéssemos trabalhando com Joey Jones do Aria Studios, não teríamos alcançado os mesmos resultados. Joey está com a gente desde o início como um amigo e produtor/engenheiro de som. Ele é realmente o quarto integrante do Royal Thunder. Nós temos uma relação de trabalho única que tem uma incrível energia criativa. Sempre trabalhamos bem com o incrível e talentoso Joey Jones. Somos realmente gratos por ter ele como parceiro em tudo isso. 

ATM: Certamente, um dos elementos mais impressionantes no Royal Thunder é o seu vocal totalmente único! Então eu gostaria de saber como você desenvolveu esse tipo de técnica e suas principais influências, Mlny?
MLNY: Não posso te agradecer o suficiente. Muito gentil da sua parte. Honestamente, eu tenho passado algumas dificuldades com a minha voz ao longo dos anos e eu nunca fui muito segura de mim mesma como vocalista. Eu continuo batalhando e eu tenho que trabalhar duro para ser capaz de fazer o que eu faço. Eu não tenho ideia do que estou fazendo (risos). Verdade. Eu só tento dar o meu máximo e deixo minha alma expressar-se por si própria. Minha influência é na verdade... conectar-se a algo de outro mundo e interagir com isso, enquanto eu canto. Eu quero me conectar e com sorte levar todos que estão escutando, comigo, conosco. Eu não quero ser ninguém além de mim mesma como vocalista. Quero sempre manter essa mentalidade e permanecer verdadeira para mim mesma. Novamente, obrigada pelas palavras gentis. 

ATM: Preciso te falar isso: cada vez que escuto ao "CVI" com fones de ouvidos é uma grande jornada através das camadas das músicas. Esse tipo de som evoluiu durante o processo de mixagem ou era algo planejado desde o começo?
MLNY: Nada disso foi planejado. Isso foi tudo Joey e suas ideias criativas. Ele tem um ouvido para tons e música... realmente, ele é um gênio e ele fica empolgado com isso. Ele está sempre tentando algo novo e aparecendo com pequenos truques aqui e ali. 

ATM: Você já disse que as letras vem de imagens criadas pelas canções. E definitivamente podemos ver isso nas letras. Então qual foi a visão mais estranha que você já teve de alguma canção?
MLNY: Eu tenho muitas visões diferentes para as canções. Quando eu comecei a tocar as músicas e eu finalmente tive elas instrumentalmente prontas então eu comecei a me abrir para as canções e deixa-las falar por mim. Isso foi quando as visões começaram a fluir. Memórias, comunicações abstratas do reino dos espíritos, o que quer que chegue para mim, estou aberta e tento escutar. Até onde eu consigo ver? Isso é muito pessoal. Eu posso apenas esperar que alguém escutando pode ao menos sentir onde eu estou, sabe?

ATM: Ainda considerando o efeito visual de suas músicas, é realmente fácil de imaginar algumas delas na trilha sonora de um filme. Qual filme poderia encaixar-se perfeitamente como uma canção do Royal Thunder?
MLNY: Hmmmmm. 

ATM: Passo a passo, o Royal Thunder está sendo reconhecido no mundo inteiro. Eu gostaria que vocês falassem para os nossos leitores brasileiros: por que eles devem escutar o Royal Thunder (além do fato óbvio de que a banda é sensacional, em minha opinião)?
MLNY: Não poderíamos ser mais agradecidos por ser capazes de compartilhar nossa música com todo mundo. Nós amamos o que fazemos e nós lutamos para sermos nós mesmos e não seguir alguém ou algo. Vamos sempre permanecer humildes e agradecidos. Dito isso, nós adoramos encontrar nossos fãs e estamos sempre prontas para ter um drink e uma conversa. Quando chegarmos no Brasil, vamos fazer isso! Obrigado a todos que nos apoiam e acreditam em nós! We just wanna rock!


ATM: Que bandas você tem escutado ultimamente? Não importa que gênero é...
MLNY: The National, The Cult, Type O Negative, ASG, Caltrop...

ATM: Obrigado pela sua atenção! Acredite, um dia esta banda vai ser gigante, vocês chegarão no Brasil e eu vou perseguir você para lembrá-la dessa entrevista (risos). Por favor, deixe uma mensagem para seus fãs no mundo inteiro. 
MLNY: Novamente, você é muito gentil! Obrigado. Quanto aos fãs, sem seu apoio nós não conseguiríamos e seríamos capazes de compartilhar isso da maneira que estamos sendo capazes de fazer. Vocês não fazem ideia do que sua energia positiva e apoio
fazem para nós como músicos. Quando vocês vão aos shows e compartilham esse amor com as bandas que vocês amam, vocês fazem tudo valer a pena naquele único momento. Não posso esperar para ver todas vocês pessoas lindas do Brasil um dia! 


Sebastian Bach: detalhes de show em São Leopoldo/RS


O eterno ex-vocalista do Skid Row, Sebastian Bach, está retornando ao Brasil dentro de algumas semanas e realizará sua 4º apresentação solo em terras gaúchas. Bach vai tocar em São Leopoldo, na Sociedade Orpheu, dia 21 de setembro, dois dias após apresentar-se no Rock In Rio. O vocalista vem divulgando seu mais recente álbum de estúdio, "Kicking & Screaming" (lançado em 2011), e o DVD/CD ao vivo "ABachalypse Now". Além do mais, vai ser uma das primeiras apresentações do guitarrista Devin Bronson com a banda solo de Bach, que assumiu recentemente o posto que pertencia ao prodígio Nick Sterling. 

Ok, você já deve saber o que vai rolar, não é mesmo? Matérias especias no All That Metal, é lógico! Fiquem ligados que ao longo das próximas semanas vamos fazer vários posts abordando toda a carreira de Bach. Vamos falar dos ótimos trabalhos de sua carreira solo, os anos a frente do Skid Row e outras curiosidades diversas como projetos paralelos, aparições na TV e musicais. Quanto ao show, vai ter review, vai ter fotos e outras surpresas que divulgaremos em breve. 

O evento é organizado pela produtora Makbo e é uma realização da In Flux English School. Uma promoção que vai permitir a um fã almoçar com Sebastian Bach já está rolando (clique aqui para acompanhar). Mais detalhes também podem ser obtidos através da página do evento no Facebook. Os ingressos já estão no terceiro lote e você confere abaixo como e onde adquiri-los.

Pontos de venda:

Porto Alegre
Rocker Poa
Alberto Bins, 366 - Centro - POA (Dentro da Loja Mil Sons)
Seg a Sex das 10h às 19h
Sáb das 10h às 16h
Falar com Victor Corleone
Fone: 51 8203 8435

Porto Alegre Muiltisom Praia de Belas 
Porto Alegre Multisom (Barra Shopping Sul) 
Porto Alegre Multisom (Shopping Iguatemi POA) 
Porto Alegre Multisom Bourbon Shopping Ipiranga 
Porto Alegre Multisom Palacio (Filial 12)

São Leopoldo 
Influx São Leopoldo
Marquês do Herval, 1182
93010220 São Leopoldo, Brazil
Fone: 51 3037 5366

Novo Hamburgo Multisom Bourbon Shopping Novo Hamburgo 
Novo Hamburgo Multisom Novo hamburgo

Caxias do Sul Multisom (Centro Julio 1773) 
Caxias do Sul Multisom (Dsitr. Industrial Loja - Shopping Iguatemi - 333/334) 
Caxias do Sul Multisom (São Pelegrino)

Gramado Multisom Gramado

Ingressos:

LOTE/ESTUDANTE ( conforme nova legislação, limitado a 30% da carga de ingressos colocados à venda )..... R$ 40,00 ( é preciso apresentar algum documento que comprove a atual condição de estudante )
1° LOTE/PROMO ( +1kg de alimento não perecível )..... R$ 40,00 ESGOTADO
2° LOTE/PROMO ( +1kg de alimento não perecível )..... R$ 50,00 ESGOTADO
3° LOTE/PROMO ( +1kg de alimento não perecível )..... R$ 60,00
INGRESSO NORMAL/NA HORA, LOCAL..... R$ 80,00

OBS: NA COMPRA DO INGRESSO PARA ESTUDANTE É NECESSARIO APRESENTAR A CARTEIRINHA DE ESTUDANTE COM DATA DE VALIDADE, OU COMPRAVANTE DE MATRICULA, NO DIA DO SHOW O ESTUDANTE DEVE APRESENTAR SEU INGRESSO JUNTAMENTE COM A CARTEIRINHA OU COMPROVANTE.

E um pequeno aquecimento para os fãs: