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Dark City dia 19 de outubro em Pelotas

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


Dark City Cyber Edition 4, a maior festa dark da região, é sábado dia 19 às 23h no Wong Bar (Álvaro Chaves esq. Benjamin Constant) em Pelotas. No palco, a banda Euphorbia, de Porto Alegre e os DJ’s Vampy, Tenebrum e Paulo Momento. A banda portoalegrense Spleenful estará fazendo o pré-lançamento do EP “Bittersweet” e a estreia de sua exclusiva marca de absinto, o Spleenful Absinthe, produzido em parceria com a marca Berço de Fada. No bar, promoção de cerveja e o famoso “Alimento” (a bebida oficial da Dark City) em quantidade limitadíssima! Ingressos no local a R$ 10,00 até a 1h. 

CLIQUE AQUI para todas as informações sobre o evento.

Segundo o idealizador do evento, o DJ Paulo Momento: "A Dark City teve suas primeiras edições em 2002, quando a cena gótica era mais forte em Pelotas. Não havia então nenhum evento voltado ao estilo na região, apenas na Capital. A festa foi moldando sua identidade ao longo dos anos, vindo a focar mais no trabalho dos dj's (visto que a cena para bandas sempre foi forte) e incorporando novas tendências e estilos musicais, a exemplo do que vinha ocorrendo mundialmente. Parcerias com outros eventos gaúchos na mesma linha foram surgindo, assim como um intercâmbio de dj's, o que veio a criar uma cena e incentivar o surgimento de uma cena local, com novos dj's e um público cativo. O selo "Cyber Edition" quer dizer que o evento é totalmente voltado ao Dark Electro, EBM e Industrial, visto que as edições "normais" da festa também englobam o Gothic Rock, Gothic Metal, Metal Industrial, Synth Pop, Darkwave, Post Punk e outros estilos, sem nunca fugir da temática Dark/Gótica."

Paulo Momento
Ele ainda completa sobre a importância do evento para a cena local: "Como a cena em Pelotas é pequena, o público da Dark City é praticamente o mesmo dos eventos de Metal e outros eventos Underground em geral. Não temos um público tão específico como em grandes centros se pode ver. Mas isto não fez com que nos moldássemos ao gosto da maioria, pelo contrário, procuramos insistir e investir naquilo que curtimos e acreditamos, e essa sinceridade acabou fazendo com que muitos viessem a gostar, ou pelo menos aceitar os estilos com os quais trabalhamos. Com isso sempre há bandas e dj's de fora da cidade querendo participar da Dark City, e convidando nossos dj's para tocar em outros eventos também. Nas últimas edições, sempre tem vindo excursões de outras cidades. O evento vem ganhando cada vez mais prestígio fora de Pelotas."


Vampy

Tenebrum

Sobre o Euphorbia, Paulo comenta: "O projeto Euphorbia já tocou uma vez na Dark City, na edição comemorativa de dez anos, que foi uma das melhores. Devido à grande aceitação por parte do público e interesse da banda em voltar, estamos trazendo-os mais uma vez para botar a casa abaixo."

A banda Spleenful está prestes a lançar seu EP de estreia, batizado como "Bittersweet", e escolheu o evento como ponto de partida para apresentar sua música ao mundo. O grupo recentemente conseguiu destaque não apenas na mídia nacional, como também em sites internacionais, como no Metal Underground, site americano de 30 mil leitores, onde o nome Spleenful desbancou o Motörhead nos hot topics do site. Além do mais, o grupo ainda recebeu uma série de elogios de Lindsay Schoolcraft, tecladista/backing vocal do Cradle Of Filth.  "A parceria com a banda Spleenful foi providencial! Se engajaram de uma tal maneira que parece que a festa é deles. E na verdade, não deixa de ser. Por uma proximidade de estilos e uma identificação da banda com a proposta da Dark City, foi natural a vontade de lançarem o seu EP, no qual tão avidamente vêm trabalhando, neste evento. De quebra já trazem na bagagem o exclusivo Spleenful Absinthe, marca de absinto da banda, o qual não vejo a hora de experimentar!" - nas palavras de Paulo.

O grupo disponibilizou no último dia 30 de setembro o primeiro single extraído do EP, com a faixa "Absinthe Love Affairs". Nas palavras do vocalista Tiago Alano: "durante o processo de gravação do EP, começamos a pensar que algumas bandas possuem marcas de cerveja, ou vinho, ou mesmo whisky... então por que não criarmos nossa própria marca de absinto?!" - e assim foi feito através de uma parceria criada com Marcio Luiz Gerhardt, produtor de absintos artesanais na cidade de Sapiranga, vendidos sob o nome Berço de Fada. Foi assim que surgiu o Berço de Fada - Spleenful Absinthe. 



O vocalista ainda completa comentando: "não poderíamos achar um lugar um melhor para fazer mostrar nossa música pela primeira vez. Tenho grandes amigos que estarão presentes e para mim é um grande orgulho apresentar as canções que trabalhamos duro para criar, fora o fato de que ainda será no dia do meu aniversário. Melhor impossível! Obviamente, sou totalmente suspeito para falar sobre isso, mas acredito que o Spleenful é uma banda bem diferente, tanto musicalmente quanto na parte lírica. As músicas alternam entre momentos realmente pesados e outros mais sombrios, tem elementos de Gothic, Black, Prog... para dar vida a essa sonoridade macabra surgiram as letras que são baseadas na literatura do século XIX. Ou seja, se vocês fazem questão de dar um rótulo a nossa banda chamem de 'Ultra-Romantic Metal', 'Byronic Metal' ou qualquer coisa que remete a esse período histórico (risos)."

Você pode conferir o lyric video de "Absinthe Love Affairs" logo abaixo. E que venha a Dark City!


Entrevista: DISTRAUGHT [vídeo]

sábado, 14 de setembro de 2013


Poucas bandas nacionais dispensam apresentações ao citarmos apenas o nome do grupo. A DISTRAUGHT é uma delas, com mais de 20 anos em atividade que tornaram a banda uma das mais importantes do cenário nacional. Seu trabalho mais recente, "The Human Negligence Is Repugnant", foi lançado em maio do ano passado e apresenta um Thrash Metal de altíssima qualidade, certamente o melhor registro criado pelo quinteto porto alegrense. 

Para marcar o aniversário de um ano do All That Metal, nada mais justo do que fazer uma matéria especial com a banda. Apresentamos hoje uma entrevista totalmente diferente do que nossos leitores estão acostumados a ver no blog: registramos em vídeo a conversa com a banda e você pode conferir tudo na íntegra! Praticamente um talk show do ATM, gravado na sede da Rádio Putzgrila com algumas cervejas sobre a mesa. 

A conversa durou cerca de meia hora e abordamos vários temas ao longo desse tempo. Conversamos sobre o novo álbum, o cenário nacional, a participação de André Meyer no novo álbum do Hibria e vários outros assuntos envolvendo a história da banda. Alguns dos integrantes chegaram atrasados devido a contratempos no trânsito desorganizado de Porto Alegre, mas nada que atrapalhe o resultado final da entrevista. 

Sem mais delongas, fiquem com o vídeo da entrevista:

Entrevista: BULLSEYE

sábado, 17 de agosto de 2013


por Paulo Momento

A banda Bullseye, um quinteto de Pelotas/RS me recebeu em seu ensaio em uma sala que eles alugam para tal fim em um antigo prédio comercial da cidade. Formada por Álvaro Peter e Rafael Reis nas guitarras, Solano Ferreira no baixo, Lorenzo Cassuriaga na bateria e William Knepper nos vocais, a banda tem o foco nas composições próprias, fazendo um Stoner pesado, cadenciado e que tem tudo para agradar aos fãs do estilo. Como de praxe, fiz um vídeo totalmente cru e sem edição alguma, para mostrar bem o clima do ensaio da banda, que tocou a séria candidata a hit “Nevermore”, de sua autoria. Sintam o peso da Bullseye e confiram a entrevista.



ALL THAT METAL: Começando pela pergunta inevitável: fale um pouco sobre a história da banda.
RAFAEL REIS: Como muitas bandas acredito eu, começamos como uma brincadeira de amigos. Eu, o Álvaro e o Rodrigo, nosso primeiro vocalista com quem aliás eu tinha uma banda de rock exclusivamente covers, tínhamos gosto muito parecido, e resolvemos tocar um projetinho à parte que, por incrível que pareça nasceu como covers voz e violões de clássicos do metal. Uma viagem! Logo a coisa foi ficando divertida mas cada vez que nos juntávamos pra comer um churrasco, tomar uma cerveja e tocar, a veia metal falava mais alto e algo nos dizia: Violão o cacete! Vamos plugar as guitarras e fazer um bom e velho som alto e pesado! Chamamos o Lorenzo, que era baterista nessa antiga banda de rock que eu e o Rodrigo tínhamos e o Tiago, nosso primeiro baixista e fomos ensaiar em um estúdio. A coisa deu liga e estamos aí até hoje, tendo mudado apenas o baixista para entrada do Solano e o vocalista quando o Rodrigo resolveu abandonar o metal e virar evangélico. Brincadeira, o Rodrigo precisou se dedicar a outras atividades, mas segue parte da família, aliás acho que não teve sequer um show que ele não cantou pelo menos uma música conosco. Foi ele também quem indicou o atual vocalista, o William. Mas ainda na época do Rodrigo, lá por meados de 2009 já começou a compor material próprio e hoje nos dedicamos 95% aos nossos sons, apenas incluímos covers porque não adianta, a galera adora covers e nós também nos divertimos tocando algumas. Quanto ao nome da banda, obviamente faz menção ao nome da guitarra do Zakk, mas criamos esse nome para batizar nosso projetinho lá nos primórdios. Não esperávamos que fosse virar uma banda mais séria como temos hoje, e estamos ligados a esse nome para o bem e para o mal. Chegamos em um determinado um momento a pensar em trocar, para não ficar tão vinculados assim, mas resolvemos manter porque já tínhamos um nome estabelecido. Mostramos a camiseta com nosso nome para o próprio Zakk no Meet & Greet do show em Porto Alegre em 2011 e ele não ficou brabo e nem nos bateu, então mantivemos hehe.

ATM: A Bullseye já teve vários vocalistas, enquanto o restante da banda se manteve ao longo dos anos. O William me pareceu uma excelente aquisição, visto que seu timbre de voz fecha bastante com o estilo. Ouvi dizer que foi difícil encontrar o vocalista ideal para a banda, conte-nos como foi isso...
SOLANO FERREIRA: Eu sabia que o William além de tocar, cantava em outra banda. Já conhecia o maluco pela parceria que havíamos feito na época que ele era baixista da sua ex banda, a Calavera. Bastou um convite para o maluco e ele aceitou prontamente, pois já conhecia o resto da gurizada da banda. A gente soube que era ele quando começou a cantar os nossos sons no primeiro encontro.

ATM: O nome da banda, que faz referência à guitarra usada por Zakk Wylde, já entrega uma das influências musicais de vocês. Que outras bandas e estilos os influenciam?
FERREIRA: Eu gosto de tudo que gosto. Não me prendo a um tipo de som. Acho que sou o mais eclético da gurizada (risos).
REIS: Bom, tem bastante coisa “debaixo do capô” Além de obviamente BLS e Black Sabbath bebemos em fontes menos óbvias como Nevermore, Killswitch Engage, Iced Earth, Fear Factory, entre outras.

ATM: A Bullseye possui algum material gravado? Como os leitores podem fazer para conhecer os sons da banda?
REIS: Nos convidem pra tocar! Fora isso temos o myspace <https://myspace.com/bandabullseye> e o youtube, com nosso novo xodó, o clipe da "Hate Me" .

ATM: Vocês recentemente gravaram um clip que ficou bem legal, para a faixa Hate Me. Driblando uma possível falta de recursos, meteram a mão na massa e fizeram muito com pouco, mostrando que o que conta é uma idéia na cabeça e uma câmera na mão. Conte-nos como foi o processo de gravação do vídeo.
ÁLVARO PETER: Para a produção deste vídeo invertemos literalmente o processo de criação, onde normalmente busca-se recursos para executar-se uma ideia, nós avaliamos nossas reais possibilidades e assumimos que faríamos o melhor com o que tivéssemos. Desta forma fomos resolvendo problemas pontuais tais como: locação (disponibilizamos de uma sala de ensaio e obrigatoriamente será gravado lá), ambientação (a sala não tem um visual apropriado, então apagamos a luz e forçamos os planos fechados para não vazar nada), iluminação (alguém consegue uma lanterna?), equipamento (não temos nada profissional e o melhor que conseguimos foi um ipad), e por aí vai. O ápice da pré-produção foi todo mundo passar uma flanela nos instrumentos e comprar cerveja hehe. O material bruto final tinha quase 1h de gravações, dando início a outra etapa, de pura transpiração mesmo, para editar aquele que seria o primeiro (e suado) videoclip da banda.

ATM: Algum show em vista? O ensaio que eu vi, focado totalmente nos sons próprios, mostrou que repertório é o que não falta, e muito menos entrosamento entre os músicos. Quando veremos esses petardos executados ao vivo em cima de um palco?
FERREIRA: Tá para rolar uma parceria com as bandas que dividem a sala. A Freak Brotherz, minha outra banda, e a Postmortem. É coisa para daqui um mês no máximo. Mas aceitamos convites também (risos)!!!

ATM: A seu ver, quais são as maiores dificuldades para se conseguir manter uma banda underground atualmente? Já foi mais fácil ou mais difícil?
FERREIRA: Acho que o primeiro passo é gostar do que se faz e saber que isso não será sua fonte de renda. Muitas vezes mais se gasta do que se ganha (risos)!!! O resto é ensaio, dedicação, estudo e ser muito persistente!!! Não tem como ser diferente! Quando começamos a tocar ao vivo viemos com a proposta de apresentar o nosso trabalho. É claro que rola uns covers, mas nosso show é 70 a 80% de músicas autorais, então até a galera conhecer os sons demora um pouco, mas isso está sendo solucionado com a gravação delas em estúdio.

ATM: Os músicos da Bullseye já estão há bastante tempo na cena underground de Pelotas e região. Como vocês vêem a cena hoje em comparação com antigamente? Bandas, espaço para shows, etc...
FERREIRA: A gente (O entrevistador, risos) que faz parte da mesma geração começou a correr atrás no início dos anos 90. Se não existia um espaço, se criava um. Geralmente era aquele bar que já tava quebrando e aceitava qualquer coisa que propusessem para eles. Hehehe. Acho que todos nós começamos fazendo música autoral, o que complicava muita coisa, pois não existia essa coisa de gravar em casa que tem hoje. No máximo o cara colocava um microfone no meio da peça e seja o que ele captar. Aí aquela fita era passada para os amigos. Hoje tudo é mais fácil. Tem como se gravar em casa, existem bares que abrem espaço para galera. Até adquirir um equipamento bom é fácil. Mas isso torna a coisa mais trabalhosa, pois tu tens que correr atrás para que as pessoas conheçam o teu trabalho. São muitas opções, por isso os amigos são fundamentais, pois eles se transformam em multiplicadores na divulgação do trabalho.

ATM: O som da Bullseye é intenso e transborda sentimento. Quais os temas abordados nas letras de suas músicas?
PETER: Nunca tivemos a pretensão de criarmos um disco temático. O Dark Ritual, nome mais cotato para o primeiro disco da Bulls, trará letras muito intimistas e por vezes soturnas, que tratam de situações pontuais de cada integrante da banda. Como não existe um letrista oficial, a banda se torna extremamente heterogênea, fazendo heavy metal com situações cotidianas que vão desde a solidão de Nevermore, o ódio da Hate me, até a queima desenfreada de gasolina só por diversão de Live to ride.

ATM: Por fim, agradeço a todos pelo convite e pela atenção, em especial ao Lorenzo pela cerveja (risos)! Deixe então sua mensagem final aos nossos amigos leitores do All That Metal. Muito obrigado!
PETER: Valeu All That Metal pelo espaço, Valeu Torrado. Metal neles. Up the Bulls!


Hate Handles, álbum de lançamento sairá em breve!

domingo, 21 de julho de 2013



Engana-se quem pensa que banda underground é sinal de gravações ruins, pouco material autoral e qualidade visual inferior. Desde que surgiu, em 2011, a Hate Handles já acumulou uma grande quantidade de material, incluindo vídeos no youtube, shows pelo estado e composições próprias, que estarão no primeiro álbum da banda a ser lançado ainda este ano, o "Die in Hands of Believers".

Formada por Charles Magnabosco (vocal), Maicon Dorigatti (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria) e Matheus Dalalba (baixo), a Hate Handles surgiu como a grande maioria das outras bandas: com o nome Blast, os guris tocavam covers de bandas como Dream Theater, Dimmu Borgir, Devil Driver, Lamb of God, Slayer e Pantera. Alguns anos depois, com o amadurecimento musical e conhecimento técnico, surgiu o projeto Hate Handles, segundo eles, sempre com o foco de criar uma sonoridade própria por acreditarem que ainda há muito a ser feito.

Entrevista: BLOODYTRAP (Onofry Wasz)

segunda-feira, 8 de julho de 2013


por Paulo Momento

Desta vez estive no ensaio da banda Bloodytrap, power trio que pratica um brutal black death metal aqui em Pelotas, que está há alguns anos na batalha, passando por cima de todas as adversidades imagináveis e inimagináveis. Num sábado ensolarado de inverno, tomando um bom vinho, pude conferir os novos sons, nos quais a banda está trabalhando para uma futura gravação. Também fiz um vídeo e uma sessão de fotos com a nova formação. Em seguida fiz esta entrevista com o guitarrista Onofry Wasz. Confira o vídeo e as fotos, feitos com exclusividade para o All That Metal, e saiba mais sobre esta máquina de destruição chamada Bloodytrap!

Entrevista: SAVE OUR SOULS (Andrêss Fontanella e Jackson Harvelle)

quarta-feira, 12 de junho de 2013


Todos os anos acompanhamos dezenas de bandas nascerem no underground para logo depois encerrarem suas atividades pelos mais diversos motivos. Poucos conseguem ter profissionalismo e dedicação para levar adiante um trabalho sério e estabelecer seu nome no cenário nacional. Sendo assim, é louvável e digno de destaque quando uma banda produz música com personalidade e forma uma boa base de fãs, gerando reconhecimento como consequência de um bom trabalho. Esse é o caso da banda Save Our Souls, formada em Porto Alegre e que desde sua estreia nos palcos, em 2009, vem afirmando-se como um dos grupos mais promissores do gênero.
A Save Our Souls conseguiu conquistas muito importantes desde o início de suas atividades. Em 2011, lançaram seu primeiro registro em estúdio, um EP batizado como "Find The Way", contendo 4 faixas que mostram todo o poder e técnica do quarteto. Em tempos de saturação no cenário nacional, a Save Our Souls conseguiu criar algo inovador através de suas influências de Prog e Gothic Metal. Agora o grupo prepara-se para voltar ao estúdio e finalizar seu primeiro full-length, que já recebeu o título de "Soul Domination". 
Atualmente, a banda conta com Melissa Ironn (vocal e teclado), Marlon Lago (guitarra), Jackson Harvelle (baixo) e Andrêss Fontanella (bateria). Não vou negar, sou suspeito para falar da banda e o talento de seus integrantes, pois acompanho a carreira da Save Our Souls desde sua abertura para Paul Di'Anno, em 2009. Depois disso a banda já realizou outros feitos que marcaram sua carreira e é motivo de orgulho, como o show que abriram para o Kamelot e, mais recentemente, a apresentação com o Nightwish em dezembro do ano passado. 
Conversamos com Andrêss e Jackson sobre os planos para o futuro da banda, o crescente reconhecimento e muitos outros assuntos. O resultado da entrevista você confere agora mesmo! Assista também vídeos da abertura para o Nightwish ao final do post.

Entrevista: TRAIL OF SINS (Artur Arndt)

terça-feira, 11 de junho de 2013

 

 por Paulo Momento

Em uma noite de domingo, fui recebido pelo pessoal da Trail of Sins para conferir o ensaio com a nova formação da banda. Atualmente a Trail Of Sins conta com Artur Arndt (G), Vinicius Cunha da Silva (G), Nany Yates (V), Paula Oliveira (B), Marcelo Rubira (D). Foi um convite especial, pois fui um dos membros que recentemente deixou a banda, e a expectativa em torno da nova formação era grande. Fui recebido com vinho e salgadinhos, em uma bela confraternização, afinal, saí da banda, mas mantive os amigos! O vídeo que segue é desse ensaio, e atesta que a banda está afiada para o show no Bokada Metal Fest 2. Após esse ensaio, e com base no que conversamos, fiz uma entrevista com o guitarrista e fundador Artur Arndt, um apanhado geral sobre a história da banda, a cena local de Pelotas, a produtora Bokada e muito mais. Confira!

Human Plague, lançado o primeiro single da banda!

domingo, 9 de junho de 2013


Uma banda de garagem, surgida de uma conversa entre amigos, que se reuniu para tocar os clássicos do thrash metal. A história, que poderia ser o início de inúmeras bandas por aí, também é da santa-mariense Human Plague, que aos poucos vem ganhando espaço nos palcos gaúchos e deixando para trás o estigma de banda do interior que não consegue conquistar representatividade na cena de um estado.

Formada em outubro de 2011, a banda já tocou em inúmeras cidades pelo estado, como Porto Alegre, São Leopoldo e São Sepé, sem deixar de ser presente nos festivais que rolam por Santa Maria. Alguns desses, eventos já consagrados dentro do underground, como o Obscure Faith Festival e o Storm Festival, sempre ao lado de boas bandas.

Entrevista: Boll3t e Wood, do HECATOMBE

quarta-feira, 5 de junho de 2013


O ALL THAT METAL sempre teve a tradição de apresentar algumas das principais bandas da cena gaúcha e nossos leitores podem ter certeza que isso é algo que jamais vai mudar em nossas publicações. Ainda mais considerando que hoje em dia nosso blog possui uma exposição ainda maior no resto país, então é sempre um grande orgulho mostrar a todos o que nosso estado tem de melhor. Sendo assim, hoje vamos apresentar a banda HECATOMBE, de Caxias do Sul.
Hecatombe foi formado em 1996 e ao longo dos anos atravessou uma grande evolução sonora que fez a banda ser reconhecida até mesmo no exterior. Sua formação atual é composta por Mark (vocal), Caldo (guitarra), Wood (baixo) e Boll3t (bateria). Em 2008 lançaram seu primeiro trabalho de maior destaque, o CD demo "Hate 'N Rage", que foi muito bem recebido pela mídia especializada e ainda mais pelo público. Uma das faixas do trabalho, "Dust To Dust", passou a ser tocada em várias rádios dos Estados Unidos ao lado de grandes nomes como Metallica e Avenged Sevenfold. Dois anos depois, a banda lançou um DVD chamado "Crossing No-Fly Zone", gravado no aeroporto de Caxias do Sul, uma boa amostra do poder de fogo da banda ao vivo.
O mais recente lançamento da banda marca o ápice de sua carreira tanto no âmbito musical quanto profissional. O single "Inner Pain" foi lançado no ano passado, uma música que apresenta uma banda que trouxe influências mais modernas para a sua sonoridade, fazendo o nome Hecatombe alcançar um novo patamar. A produção ficou a cargo de Rodrigo Deltoro, enquanto a mixagem contou com um nome de peso: Logan Mader, famoso ex-guitarrista de bandas como Machine Head e Soulfly, além de ser um produtor renomado que inclui em seu currículo os dois álbuns do Cavalera Conspiracy. Para tornar ainda mais especial o lançamento desse single, a banda ainda produziu um excelente videoclipe (que você pode conferir logo abaixo) que podemos considerar como um dos mais criativos já feitos por uma banda nacional.
No momento, a banda concentra-se em trabalhar em cima de um full-length que deve ser gravado e lançado assim que possível. É para falar sobre isso e vários outros assuntos que convidamos Boll3t e Wood para um bate-papo, onde eles contam todos os detalhes sobre a criação de "Inner Pain" e os planos futuros da banda.

DyingBreed, o death gaúcho sendo representado lá fora!

quarta-feira, 29 de maio de 2013



O primeiro semestre de 2013 nem acabou e DyingBreed já tem muita charla para dar sobre este ano. A banda, idealizada pelo guitarrista Felipe Nienow, consolidou a formação no início de 2012, em São Leopoldo. De lá para cá a banda já passou por várias cidades do pampa, sempre recebendo uma resposta positiva do público.

Entrevista: DRUNKENSTEIN


por Vampy Eichmann e Paulo Momento

A banda pelotense de horror punk Drunkenstein, na ativa desde 2007, recebeu nossa equipe para um descontraído bate-papo durante seu ensaio num fim de tarde de domingo. Entre garrafas de vinho e caipirinhas, pudemos curtir o ensaio, conhecer os novos sons, e conversamos não apenas sobre a banda, mas sobre a cena local como um todo, fazendo um apanhado do que se faz e do que já se fez em Pelotas e região, em termos de Underground. O papo foi noite adentro. Muitas bebidas, ao verdadeiro estilo Drunkenstein! Confira o que rolou.

Drunkenstein vai apresentar-se no sábado, dia 1º de junho, na Dark City em Pelotas-RS.
Para ficar por dentro do que vai rolar no evento, CLIQUE AQUI!

Prophajnt, a influência de Dio para a banda e faixa exclusiva do novo EP

sábado, 18 de maio de 2013


Do estilo clássico do Heavy Metal até as baladas Hard Rock, a Prophajnt consegue unir peso, técnica e originalidade nas músicas próprias e um repertório saudosista e muito bem executado de tributos a Ronnie James Dio e Iron Maiden.
A banda foi fundada em 2007, quando Veronica e Márcio se conheceram na faculdade. Da afinidade entre os dois, nasceu a Prophajnt. Atualmente a formação completa conta com Verônica Pasqualin nos vocais, Gustavo Refosco no baixo e backing vocals, Márcio Ritter na guitarra, violão e teclados e Rodrigo Marques na bateria.
Nestes 5 anos de história, eles já passaram por Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Novo Hamburgo, Sapucaia, São Leopoldo, Butiá, Santa Cruz e Santiago. A divulgação em meio digital das músicas começou em 2010, com o lançamento do single "Pain on my soul", que garantiu a banda ficar entre as seis finalistas do Rapsódia n.º 1 (Festival de Música Livre de Cachoeirinha).
Em 2011 a banda entrou em estúdio e até 2012 gravou seu primeiro EP "A New beginning", com a produção de Mateus Borges. O lançamento do EP, que sairá de forma digital e física, está marcado para o primeiro semestre deste ano.

Mas, para matar um pouco nossa curiosidade, a Prophajnt liberou uma faixa exclusiva do EP!


Southern Extremism: FROST DESPAIR

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012



A sessão Southern Extremism está de volta para divulgar o trabalho do que temos de melhor na cena gaúcha. E dessa vez trazemos até vocês a Frost Despair, banda de Porto Alegre, que foi inicialmente idealizada em 2007. A banda tem uma proposta bem interessante que tem o Black Metal Sinfônico como base de sua música, mas ainda assim conseguindo ir muito além desse rótulo e mesclando outras influências diversas. Em 2011 lançaram o EP "The God Delusion", um excelente petardo que destaca-se pela harmonia entre peso, melodia e orquestrações bem trabalhadas. 
A banda conta hoje em dia com Odommok (vocal), Agammenomm (teclado e piano), Flavia Schmith (vocal), G. Purpper (guitarra), Renan (guitarra) e Moloch (bateria). Atualmente estão trabalhando no álbum "Surreal", que promete ser um grande passo adiante em relação ao primeiro EP. Em um press release divulgado pela banda (que você pode ler clicando aqui), o álbum promete abordar uma temática envolvendo o ateísmo e o pensamento livre, com uma grande influência de Richard Dawkins (escritor de divulgação científica conhecido por defender o ateísmo) e Carl Sagan (cientista famoso pelo seu trabalho na série de TV dos anos 80 "Cosmos: Uma Viagem Pessoal"). Para completar, a arte da capa foi criada por Marcelo Vasco, que já fez trabalhos para bandas como Dimmu Borgir, Keep of Kalessin, Dark Funeral e Chrome Division.
Em uma conversa com o vocalista Odommok, abordamos vários assuntos como o histórico da banda, processo de composição e a evolução da música da banda, dentre vários outros temas. De quebra, ainda descobrimos que a banda tentou fazer Dani Filth tomar chimarrão, quando abriram para o Cradle Of Filth, em 2010. Leiam a entrevista e não deixem de conferir o link para escutar o excelente "The God Delusion", que encontra-se ao final da entrevista.

Southern Extremism: ARMADA SA

domingo, 7 de outubro de 2012


Depois de tantos anos envolvido com a cena Metal, já vi dezenas de bandas surgirem, ganharem reconhecimento rápido no underground e sumirem com a mesma velocidade. Vejo muitas bandas por aí que tem um enorme potencial, mas não sabem como fazer o projeto crescer, não há profissionalismo na maneira como divulgam seu nome. Infelizmente, já perdemos bandas excelentes dessa maneira. Esse é o grande diferencial entre as bandas de garagem e bandas profissionais: saber conduzir e planejar sua carreira nesses tempos negros da indústria musical. 
Mas uma vez que os dois fatores principais para uma banda crescer, música de qualidade e profissionalismo, estejam presentes, nada pode impedir a banda de tornar-se um grande expoente do gênero. E esse é o caso do Armada SA, uma banda de Porto Alegre que sabe muito bem como unir essas duas virtudes raras hoje em dia. A banda é relativamente nova, foi fundada em setembro de 2011, mas foi o tempo suficiente para ter uma boa exposição da mídia especializada, além de formar uma boa base de fãs. Muitos podem se perguntar, como uma banda consegue tanto em tão pouco tempo? A explicação está logo acima, tudo uma questão de planejamento e uma boa visão sobre a cena atual. 
O Armada SA faz um som totalmente diferenciado, juntando elementos de Metalcore, Death Metal Melódico e diversas outras influências, tudo com uma abordagem bem moderna, fazendo com que sua sonoridade seja totalmente autêntica e própria. Uma mistura ideal de peso, técnica e melodia, sem prender-se aos rótulos e clichês que dominam a cena atual. A banda é integrada por Adriano Pasini (vocal), Ian Bernardino (guitarra), Guilherme Lederhos (guitarra), John Fiuza (baixo) e Alexandre Arriera (bateria).
Em uma entrevista, a banda contou um pouco de sua história, além de comentar a respeito da divulgação da banda e como abordam seu trabalho com exímio profissionalismo. Recentemente, lançaram seu primeiro single, "Overdose", que pode ser conferido logo abaixo. Portanto, basta dar o  play, escute "Overdose" no último volume e dê uma conferida no que a banda tem para falar.

SOUTHERN EXTREMISM - POSTMORTEM

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Finalmente, temos a estréia da nova sessão do blog: Southern Extremism! Aqui, vamos realizar entrevistas e divulgar o material de bandas que vem batalhando no underground gaúcho. E, obviamente, não poderíamos ter escolhido um dia melhor para a estréia: dia 20 de setembro, um marco em nossa história de bravura e coragem. Tenho orgulho de trazer até vocês, nessa primeira edição, a banda POSTMORTEM, de Pelotas.
A Postmortem foi formada em 2003, e após algumas mudanças de formação, hoje em dia conta com Bruno Añaña (vocal/guitarra), Mou Machado (guitarra), Juliano Pacheco (baixo) e Douglas Veiga (bateria). Inicialmente formada para tocar covers de bandas de Death e Thrash Metal, logo a banda partiu para um set composto de músicas próprias, produzindo um Death Metal brutal e técnico com influências de Morbid Angel, Nile, Deicide, dentre outros. A banda lançou uma demo em 2007, intitulada "Out Of Tomb", mas já está trabalhando em um próximo EP e um álbum full-length. Inclusive, a banda liberou com exclusividade uma das músicas que estará presente nesse EP para ser publicado com essa entrevista.