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Astaria e Prophajnt: vocalistas comentam influência de Dio

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Há duas semanas atrás, fizemos uma homenagem a Jeff Hanneman com comentários de vários músicos gaúchos. E hoje que completam-se 3 anos do fatídico dia em que Ronnie James Dio nos deixou, convidamos dois vocalistas que são fãs de seu trabalho para falarem um pouco sobre essa lenda. Marcelo Laserra (ASTARIA) e Veronica Pasqualin (PROPHAJNT) contam como conheceram sua música e as influências de Dio em suas atuações como vocalistas.
Para quem acompanha o blog, a banda Astaria já é conhecida, pois fizemos um review do álbum de estréia deles. Em breve, vamos ter até uma entrevista com a banda, uma matéria mais do que completa para conhecerem ainda mais esse grupo promissor. Já a Prophajnt está pela primeira vez aqui no ATM, mas podem ter certeza que ainda vamos falar muito deles assim que sair o EP que está sendo finalizado. As duas bandas já tocaram juntas várias vezes, e por mais que eu seja suspeito para falar, Astaria e Prophajnt estão entre as melhores da cena gaúcha hoje em dia. Apesar do som ser diferente, existe algo em comum entre os dois grupos: sabem fazer um Heavy Metal de altíssima qualidade sem soar datados, revitalizando uma sonoridade que caiu em clichês. 
Com a palavra, Marcelo e Veronica...

Homenagem do All That Metal a Jeff Hanneman + Comentários de colaboradores e músicos gaúchos

sexta-feira, 3 de maio de 2013


Sempre acreditei que uma pessoa que não gosta de Slayer simplesmente não é digna de escutar Heavy Metal. Essa banda marcou a música pesada de uma maneira que nem mesmo grandes nomes como Black Sabbath e Iron Maiden conseguiram fazer. Tanto que eu nem consigo imaginar uma banda que não incluria o álbum "Reign In Blood" como uma de suas influências. 
Infelizmente, hoje recebemos a triste notícia da morte de Jeff Hanneman, responsável por escrever alguns dos riffs mais famosos da banda. Jeff já estava afastado por um bom tempo devido ao tratamento que teve que passar após uma picada de aranha. Todos os fãs e a própria banda aguardava pelo seu retorno enquanto Gary Holt, do Exodus, estava tocando no seu lugar. Mas seu retorno jamais deve acontecer, Jeff partiu e agora deve estar ao lado de Dimebag Darrell, Dio, Randy Rhoads, Cliff Burton e tantos outros. O Metal nunca mais será o mesmo.
Coletamos alguns depoimentos de músicos gaúchos sobre a morte do guitarrista, como você pode conferir logo a seguir.

Lá se vai mais um dos grandes inspiradores da verdadeira cena Metal. Que fique a lição e o exemplo.
- Adriano Pasini, vocalista da Armada SA e Barrabas Society

Creio que primeiro som do Slayer que escutei foi Raining Blood, achei aquilo de uma brutalidade, completamente viceral, viciei na hora! Curtia muito tocar aqueles riffs, inclusive Postmortem é por causa da música do Slayer, afinal, todos na banda curtiam e curtem pra caralho! Lamento muito essa monstra perda pro metal. RIP Jeff!
- Bruno Añaña, vocalista e guitarrista da Postmortem

É uma perda colossal para o Metal em geral!!
Creio que a primeira música que eu ouvi, e que me guiou a ouvir Metal até hoje foi Raining Blood, lembro até hoje de ter me arrepiado ouvindo aqueles riffs, a morte de Jeff Hanneman é uma coisa terrível para a cena, mas não se esqueçam, os músicos morrem mas a música fica!

- Victor Rodrigues, baterista da SlaveAD.

Cara, o que mais me doe é saber que um grande criador de gêneros, um cara que sempre acreditou no seu som e nas suas convicções acabo de partir hoje, deixando uma lacuna que não se pode preencher com qualquer banda de Thrash que venha daqui em diante infelizmente, naquela época não estavam preparados pra furia Slayer que viria ainda, hoje todos os filhos do Metal sentem muito, temos que compartilhar essa perda, todos hoje que puderem ouçam o Reign In Blood em homenagem ao grande Jeff Hannemann
- Lucas Queiroz, guitarrista das bandas Modullo Rock e Hell Wizards, e redator do Blog ATM (Six Strings Lovers)

Quando um músico se vai, nunca o faz por completo, pois sua obra fica imortalizada. Como tantas perdas que ja tivemos no metal, o Jeff se torna mais uma que não será esquecida e, certamente seu trabalho se manterá vivo tanto no slayer como em muitos músicos que carregam sua influência.
- Giovani Lazzari, baterista da Astaria

Não só os fãs de Thrash, mas toda cena do metal está triste com a perda do Jeff, realmente é péssimo para todos que curtem a banda e o trabalho que ela produz. O Slayer sempre possuiu um som bruto com qualidade em suas composições, e Jeff sempre será lembrado por seu trabalho. Jeff R.I.P.
- Agammenomm, tecladista da Frost Despair

Instrumentista, letrista, compositor, gênio, gigante e thrasher. Não há palavras para descrever a falta que Hanneman vai fazer no mundo do heavy metal. Ele apresentou ao mundo grandes canções e solos extraordinariamente selvagens que, ainda assim, possuem uma graça especial em sua técnica ímpar. Com tristeza o vemos partir tão cedo e de modo tão triste, porém sabemos que o legado de sua música viverá para sempre. O verdadeiro talento nunca morre, e Jeff Hanneman jamais será esquecido.
- Paola Rebelo, nossa nova colaboradora do All That Metal que infelizmente está estreiando nesse post

A única coisa que pensei quando fiquei sabendo notícia foi "morre o ícone,mas fica a lenda". RIP Jeff.
- Deivid 69, DJ da Vampire Cabaret

"Jeff Hanneman, um dos pilares do metal mundial, faz-nos menos felizes hoje por sua partida. Que descançe em paz. Jamais esqueceremos de sua arte, esta que transcenderá eras. A força e explosão do Slayer sempre pareceu tão inabalável e nestes momentos que nos damos conta da finitude humana. Façamos valer a pena. R.I.P Jeff. Hail"
- Odommok, vocalista da Frost Despair

Para finalizar, deixo a vocês o vídeo de "Still Reigning", com o maior clássico do Slayer tocado na íntegra e com direito a chuva de sangue no final...



O que rolou durante a semana

sexta-feira, 12 de abril de 2013


O All That Metal voltou com tudo essa semana! Como vocês podem perceber, adotamos uma nova política para renovar as coisas por aqui: agora as postagens são de segunda a sexta, com determinadas sessões com dias determinados para serem publicadas. Isso torna o blog muito mais dinâmico e prático para os leitores. Estamos priorizando muito mais a qualidade do que a quantidade, pois as vezes, menos pode significar mais. Já existem tantos sites e blogs simplesmente para dar notícias, para que mais um? Sempre tivemos como referência sites gringos e agora eu diria que somos muito mais Metal Sucks e Metal Injection do que Blabbermouth. 
Gostaria apenas de atualizar uma informação que foi passada pela página no facebook: inicialmente estava programada para quarta-feira a entrevista com Johnny Kelly e outros convidados, uma homenagem que pretendíamos fazer a Peter Steele e o legado do Type O Negative. Queremos fazer algo grandioso nessa homenagem, portanto, ainda estamos esperando algumas respostas para que fique exatamente como gostaríamos. 
Segue um resumo que vamos ter todas as sextas com destaques do que teve por aqui durante a semana.

Enfim, fica meu agradecimento pelos muitos acessos que tivemos nessa volta. Valeu, galera! Tem muito mais pela frente. E lembrem-se de curtir nossa página no facebook, ok? Segunda-feira tem muito mais! Um bom fim de semana a todos.

Review de CD: Astaria - Closed Eyes

terça-feira, 9 de abril de 2013


Em meio a toda a saturação atual nas vertentes mais extremas do Metal, uma banda como o Astaria é muito bem-vinda para preencher um espaço até então pouco valorizado na cena. A banda foi formada em Porto Alegre no ano de 2005 e lançou seu debut, "Closed Eyes", ano passado. O petardo conta com 9 faixas e mais uma bônus que apresentam uma banda a caminho de seu amadurecimento musical diferenciando-se em meio ao mar de bandas atuais. 
O som da banda traz influências óbvias de Heavy Metal Tradicional, mas com uma abordagem mais moderna, soando bem original ao longo desse primeiro play. Algumas passagens de teclado também nos remetem a clássicos do Doom, tornando inegável a influência assumida de Black Sabbath. A qualidade técnica dos músicos também merece destaque, bem como a do vocalista Marcelo Laserra, que passa bem longe dos clichês do gênero. Completam a formação Ian Caiê (guitarra), André Machado (guitarra e teclado), Guilherme Pfeifer (baixo) e Giovani Lazzari (bateria).


O álbum abre com a instrumental "Aura", que nos traz "Horizon Seeker", faixa que já serve como uma boa amostra do que está por vir. Impossível não destacar o ótimo refrão da música, certamente vai grudar na sua mente logo na primeira audição. "Wind Rose" vem logo a seguir com todo o seu peso e um ótimo trabalho do baterista Giovani Lazzari. Certamente uma das melhores canções do álbum.
"Morpheus" chama a atenção do ouvinte logo de cara, uma bela canção que alterna entre momentos mais pesados e outros mais calmos, melodias marcantes e linhas de teclado que dão um certo clima épico para a faixa. Logo depois temos o que já tornou-se praticamente um hino entre os fãs da banda, "Fire That Cannot Burn". Música bem pesada, com um refrão incrivelmente grudento, ótimo solo de guitarra e um trecho mais arrastado absolutamente perfeito para banguear. 
Outro ponto alto do álbum é "Agony Passenger", uma balada com tom melancólico onde, mais uma vez, os teclados fazem uma grande diferença. Temos ainda a pesada "Raven's Eye" e "Fields Of Sorrow". Essa última é outro grande momento de "Closed Eyes", a faixa mais longa do álbum que conta com belíssimas harmonias e um ótimo trabalho vocal. 
Encerrando o trabalho temos "Ancient Times", uma faixa rápida e com linhas de guitarras marcantes. O riff dela lembrou-me um pouco os trabalhos mais antigos do X-Japan, mas uma lembrança muito vaga que logo é esquecida quando a música chega a um trecho com muito peso que afirma de vez a exímia técnica dos integrantes do Astaria. Como bônus ainda temos uma versão mais lenta de "Ancient Times".
O único ponto negativo do trabalho acaba sendo a mixagem que ficou devendo muito. Não é algo que compromete o álbum como um todo, mas que prejudicou, de alguma forma, a qualidade de algumas canções. "Fields Of Sorrow", por exemplo, é uma canção que realmente necessitava ter um tratamento melhor, visto a grande quantidade de detalhes dessa que é uma das melhores faixas do álbum. 
Vale a pena manter-se atento ao Astaria. Certamente, é uma banda que merece mais visibilidade e que tem ótimas qualidades para atuar entre os grandes nomes de nossa cena.
Confira as canções "Raven's Eye" e "Morpheus" logo abaixo.

Nota: 3,5