Mostrando postagens com marcador tristania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristania. Mostrar todas as postagens

O tal absinto: dicas de preparo e a trilha sonora ideal

terça-feira, 11 de junho de 2013



 por Adriano Pasini

Lá estava você, em sua casa aos seus quinze anos de idade. Conhecendo bandas como Metallica, Motörhead e Iron maiden, quando tempos depois você se interessa por bandas de cunho mais sombrio e mais oculto. Bandas de Gothic Metal ou Black Metal começam a fazer parte da sua lista, de seu acervo musical. Até que por algumas conversas entre amigos ou por filmes, você descobre sobre o tal absinto e a a relação com o seu novo “gênero musical”.

Review de CD: Tristania - Darkest White

terça-feira, 4 de junho de 2013


por Vampy Eichmann

Tristania já foi uma das principais bandas de metal gótico, deixando sua marca na cena mundial. Suas músicas são caracterizadas por uma mistura de gótico e death metal-doom, temperadas com orquestrações e surpreendentes linhas vocais. Em seus primeiros lançamentos a banda tinha um som com teclado dominante, com bastante foco nos vocais femininos "teatrais" e instrumentos musicais tipicamente eruditos como o órgão de tubos, a flauta e o violino. Nos álbuns posteriores, a banda balanceou o estilo do vocal e adotou uma postura mais “progressiva” nas músicas.

A formação atual conta com Mariangela Demurtas, no vocal desde 2007; Kjetil Nordhus, também no vocal, oficialmente desde 2010 apesar de já tocar com a banda ao vivo desde 2009; Einar Moen, no teclado desde 1996, porém não toca mais ao vivo com a banda desde 2001; Anders Høyvik Hidle na guitarra e vocais guturais desde 1996; Ole Vistnes no baixo desde 2009; Tarald Lie na bateria, oficialmente desde 2010, mas já tocava com a banda desde 2007; e Gyri Smørdal Losnegaard na guitarra desde 2008. Nesta formação, Tristania ainda faz uso dos duetos vocais masculino / feminino separados com Demurtas e Nordhus. A banda sempre teve orgulho de harmonias vocais elaboradas, e a competência vocal compartilhada entre cantores é uma das características mais proeminentes da banda.

Uma série de trocas de integrantes ao longo dos anos deixou um reflexo inevitável nas composições, o que deixou muitos fãs divididos, pelas mudanças drásticas que ocorreram nas músicas. Porém, o último álbum, lançado na última sexta-feira (31/05) pode trazer de volta os fãs “para casa”. O que testemunhamos, é algo mais pesado do que nos três álbuns anteriores, muita ênfase nos vocais guturais e o vocal de Mariangela são limpos e não “em camadas”.

Este álbum abraça um fio emocional do inicio ao fim. É simplificado, forte e sólido. Cada música tem sua característica própria. São explorações crescentes do obscuro e da beleza desolada. As surpresas neste álbum nos fazem sorrir.

As músicas “Lavander” e “Scarling” têm como característica comum melodias marcantes, integridade musical e uma grande atmosfera gótica. “Himmelfall” é outra musica que se destaca por ter um toque épico. Não deixando de mencionar também a “Darkest White”, que vem com melodias memoráveis e de mais peso.

No geral, o último álbum é algo um pouco diferente. As músicas consolidam grandes arranjos, harmonias elaboradas, misturados com excelente desempenho vocal. Com o produto pronto e a forte formação atual, Tristania “ressurge” com uma nova confiança e vitalidade.

Tracklist:
1- Number
2- Darkest White
3- Himmelfall
4- Requiem
5- Diagnosis
6- Scarling
7- Night On Earth
8- Lavender
9- Cypher
10- Arteries


Nota: 4,5
 




My Dying Bride, Soror Dolorosa e a descaracterização da cena gótica

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Atenção: essa matéria representa única e exclusivamente a opinião do autor. Da mesma forma, ela não é direcionada a nenhum grupo ou pessoa específicos. Existem 8 pessoas trabalhando no All That Metal, cada uma delas com sua própria opinião sobre o assunto. Quero deixar bem claro também que esse artigo não é nenhuma crítica as festas desse gênero que são realizadas em Porto Alegre e região (Gothik Night, Vampire Cabaret e Gotik Treffen). Até porque, sou frequentador de quase todas elas e boa parte de seus idealizadores são amigos próximos a qual tenho muito respeito.

Hoje vamos ter um post diferente no All That Metal. Colocamos dois reviews e um artigo dentro de uma única matéria. Por que isso? Antes de mais nada, vamos apresentar os trabalhos que foram resenhados. O primeiro deles é o novo EP do My Dying Bride, chamado "The Manuscript", banda renomada na cena e mundialmente conhecida por fãs de Gothic e Doom. Temos também um review de "No More Heroes", segundo álbum de estúdio do Soror Dolorosa, uma banda francesa de Gothic Rock/Coldwave. Partindo dessas resenhas, vamos abordar um tema que é pouco debatido hoje em dia, ou seja, a descaracterização da cena gótica como um todo e seu rumo em direção a um movimento híbrido.
Possivelmente você deve estar perguntando-se o qual a relação dos dois lançamentos avaliados com esse assunto. É muito simples: as duas bandas tem uma proposta bem simples e direta, soando autênticas com sua sonoridade que expressa de maneira eficaz os principios da subcultura gótica, com uma musicalidade obscura e abordando temas sombrios em suas letras. Em contrapartida, estamos assistindo a criação de uma amálgama entre o padrão do Gothic e sonoridades mais próximas do Industrial, criando uma grande confusão que passou a associar gêneros como o EBM (Electronic Body Music) a esse movimento. E antes que extremistas relacionados a essa nova subcultura neotribalista comecem a se manifestar, eu sugiro que leiam com atenção cada trecho dessa postagem.