Mostrando postagens com marcador southern extremism. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador southern extremism. Mostrar todas as postagens

Dark City dia 19 de outubro em Pelotas

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


Dark City Cyber Edition 4, a maior festa dark da região, é sábado dia 19 às 23h no Wong Bar (Álvaro Chaves esq. Benjamin Constant) em Pelotas. No palco, a banda Euphorbia, de Porto Alegre e os DJ’s Vampy, Tenebrum e Paulo Momento. A banda portoalegrense Spleenful estará fazendo o pré-lançamento do EP “Bittersweet” e a estreia de sua exclusiva marca de absinto, o Spleenful Absinthe, produzido em parceria com a marca Berço de Fada. No bar, promoção de cerveja e o famoso “Alimento” (a bebida oficial da Dark City) em quantidade limitadíssima! Ingressos no local a R$ 10,00 até a 1h. 

CLIQUE AQUI para todas as informações sobre o evento.

Segundo o idealizador do evento, o DJ Paulo Momento: "A Dark City teve suas primeiras edições em 2002, quando a cena gótica era mais forte em Pelotas. Não havia então nenhum evento voltado ao estilo na região, apenas na Capital. A festa foi moldando sua identidade ao longo dos anos, vindo a focar mais no trabalho dos dj's (visto que a cena para bandas sempre foi forte) e incorporando novas tendências e estilos musicais, a exemplo do que vinha ocorrendo mundialmente. Parcerias com outros eventos gaúchos na mesma linha foram surgindo, assim como um intercâmbio de dj's, o que veio a criar uma cena e incentivar o surgimento de uma cena local, com novos dj's e um público cativo. O selo "Cyber Edition" quer dizer que o evento é totalmente voltado ao Dark Electro, EBM e Industrial, visto que as edições "normais" da festa também englobam o Gothic Rock, Gothic Metal, Metal Industrial, Synth Pop, Darkwave, Post Punk e outros estilos, sem nunca fugir da temática Dark/Gótica."

Paulo Momento
Ele ainda completa sobre a importância do evento para a cena local: "Como a cena em Pelotas é pequena, o público da Dark City é praticamente o mesmo dos eventos de Metal e outros eventos Underground em geral. Não temos um público tão específico como em grandes centros se pode ver. Mas isto não fez com que nos moldássemos ao gosto da maioria, pelo contrário, procuramos insistir e investir naquilo que curtimos e acreditamos, e essa sinceridade acabou fazendo com que muitos viessem a gostar, ou pelo menos aceitar os estilos com os quais trabalhamos. Com isso sempre há bandas e dj's de fora da cidade querendo participar da Dark City, e convidando nossos dj's para tocar em outros eventos também. Nas últimas edições, sempre tem vindo excursões de outras cidades. O evento vem ganhando cada vez mais prestígio fora de Pelotas."


Vampy

Tenebrum

Sobre o Euphorbia, Paulo comenta: "O projeto Euphorbia já tocou uma vez na Dark City, na edição comemorativa de dez anos, que foi uma das melhores. Devido à grande aceitação por parte do público e interesse da banda em voltar, estamos trazendo-os mais uma vez para botar a casa abaixo."

A banda Spleenful está prestes a lançar seu EP de estreia, batizado como "Bittersweet", e escolheu o evento como ponto de partida para apresentar sua música ao mundo. O grupo recentemente conseguiu destaque não apenas na mídia nacional, como também em sites internacionais, como no Metal Underground, site americano de 30 mil leitores, onde o nome Spleenful desbancou o Motörhead nos hot topics do site. Além do mais, o grupo ainda recebeu uma série de elogios de Lindsay Schoolcraft, tecladista/backing vocal do Cradle Of Filth.  "A parceria com a banda Spleenful foi providencial! Se engajaram de uma tal maneira que parece que a festa é deles. E na verdade, não deixa de ser. Por uma proximidade de estilos e uma identificação da banda com a proposta da Dark City, foi natural a vontade de lançarem o seu EP, no qual tão avidamente vêm trabalhando, neste evento. De quebra já trazem na bagagem o exclusivo Spleenful Absinthe, marca de absinto da banda, o qual não vejo a hora de experimentar!" - nas palavras de Paulo.

O grupo disponibilizou no último dia 30 de setembro o primeiro single extraído do EP, com a faixa "Absinthe Love Affairs". Nas palavras do vocalista Tiago Alano: "durante o processo de gravação do EP, começamos a pensar que algumas bandas possuem marcas de cerveja, ou vinho, ou mesmo whisky... então por que não criarmos nossa própria marca de absinto?!" - e assim foi feito através de uma parceria criada com Marcio Luiz Gerhardt, produtor de absintos artesanais na cidade de Sapiranga, vendidos sob o nome Berço de Fada. Foi assim que surgiu o Berço de Fada - Spleenful Absinthe. 



O vocalista ainda completa comentando: "não poderíamos achar um lugar um melhor para fazer mostrar nossa música pela primeira vez. Tenho grandes amigos que estarão presentes e para mim é um grande orgulho apresentar as canções que trabalhamos duro para criar, fora o fato de que ainda será no dia do meu aniversário. Melhor impossível! Obviamente, sou totalmente suspeito para falar sobre isso, mas acredito que o Spleenful é uma banda bem diferente, tanto musicalmente quanto na parte lírica. As músicas alternam entre momentos realmente pesados e outros mais sombrios, tem elementos de Gothic, Black, Prog... para dar vida a essa sonoridade macabra surgiram as letras que são baseadas na literatura do século XIX. Ou seja, se vocês fazem questão de dar um rótulo a nossa banda chamem de 'Ultra-Romantic Metal', 'Byronic Metal' ou qualquer coisa que remete a esse período histórico (risos)."

Você pode conferir o lyric video de "Absinthe Love Affairs" logo abaixo. E que venha a Dark City!


Entrevista: DISTRAUGHT [vídeo]

sábado, 14 de setembro de 2013


Poucas bandas nacionais dispensam apresentações ao citarmos apenas o nome do grupo. A DISTRAUGHT é uma delas, com mais de 20 anos em atividade que tornaram a banda uma das mais importantes do cenário nacional. Seu trabalho mais recente, "The Human Negligence Is Repugnant", foi lançado em maio do ano passado e apresenta um Thrash Metal de altíssima qualidade, certamente o melhor registro criado pelo quinteto porto alegrense. 

Para marcar o aniversário de um ano do All That Metal, nada mais justo do que fazer uma matéria especial com a banda. Apresentamos hoje uma entrevista totalmente diferente do que nossos leitores estão acostumados a ver no blog: registramos em vídeo a conversa com a banda e você pode conferir tudo na íntegra! Praticamente um talk show do ATM, gravado na sede da Rádio Putzgrila com algumas cervejas sobre a mesa. 

A conversa durou cerca de meia hora e abordamos vários temas ao longo desse tempo. Conversamos sobre o novo álbum, o cenário nacional, a participação de André Meyer no novo álbum do Hibria e vários outros assuntos envolvendo a história da banda. Alguns dos integrantes chegaram atrasados devido a contratempos no trânsito desorganizado de Porto Alegre, mas nada que atrapalhe o resultado final da entrevista. 

Sem mais delongas, fiquem com o vídeo da entrevista:

Entrevista: BULLSEYE

sábado, 17 de agosto de 2013


por Paulo Momento

A banda Bullseye, um quinteto de Pelotas/RS me recebeu em seu ensaio em uma sala que eles alugam para tal fim em um antigo prédio comercial da cidade. Formada por Álvaro Peter e Rafael Reis nas guitarras, Solano Ferreira no baixo, Lorenzo Cassuriaga na bateria e William Knepper nos vocais, a banda tem o foco nas composições próprias, fazendo um Stoner pesado, cadenciado e que tem tudo para agradar aos fãs do estilo. Como de praxe, fiz um vídeo totalmente cru e sem edição alguma, para mostrar bem o clima do ensaio da banda, que tocou a séria candidata a hit “Nevermore”, de sua autoria. Sintam o peso da Bullseye e confiram a entrevista.



ALL THAT METAL: Começando pela pergunta inevitável: fale um pouco sobre a história da banda.
RAFAEL REIS: Como muitas bandas acredito eu, começamos como uma brincadeira de amigos. Eu, o Álvaro e o Rodrigo, nosso primeiro vocalista com quem aliás eu tinha uma banda de rock exclusivamente covers, tínhamos gosto muito parecido, e resolvemos tocar um projetinho à parte que, por incrível que pareça nasceu como covers voz e violões de clássicos do metal. Uma viagem! Logo a coisa foi ficando divertida mas cada vez que nos juntávamos pra comer um churrasco, tomar uma cerveja e tocar, a veia metal falava mais alto e algo nos dizia: Violão o cacete! Vamos plugar as guitarras e fazer um bom e velho som alto e pesado! Chamamos o Lorenzo, que era baterista nessa antiga banda de rock que eu e o Rodrigo tínhamos e o Tiago, nosso primeiro baixista e fomos ensaiar em um estúdio. A coisa deu liga e estamos aí até hoje, tendo mudado apenas o baixista para entrada do Solano e o vocalista quando o Rodrigo resolveu abandonar o metal e virar evangélico. Brincadeira, o Rodrigo precisou se dedicar a outras atividades, mas segue parte da família, aliás acho que não teve sequer um show que ele não cantou pelo menos uma música conosco. Foi ele também quem indicou o atual vocalista, o William. Mas ainda na época do Rodrigo, lá por meados de 2009 já começou a compor material próprio e hoje nos dedicamos 95% aos nossos sons, apenas incluímos covers porque não adianta, a galera adora covers e nós também nos divertimos tocando algumas. Quanto ao nome da banda, obviamente faz menção ao nome da guitarra do Zakk, mas criamos esse nome para batizar nosso projetinho lá nos primórdios. Não esperávamos que fosse virar uma banda mais séria como temos hoje, e estamos ligados a esse nome para o bem e para o mal. Chegamos em um determinado um momento a pensar em trocar, para não ficar tão vinculados assim, mas resolvemos manter porque já tínhamos um nome estabelecido. Mostramos a camiseta com nosso nome para o próprio Zakk no Meet & Greet do show em Porto Alegre em 2011 e ele não ficou brabo e nem nos bateu, então mantivemos hehe.

ATM: A Bullseye já teve vários vocalistas, enquanto o restante da banda se manteve ao longo dos anos. O William me pareceu uma excelente aquisição, visto que seu timbre de voz fecha bastante com o estilo. Ouvi dizer que foi difícil encontrar o vocalista ideal para a banda, conte-nos como foi isso...
SOLANO FERREIRA: Eu sabia que o William além de tocar, cantava em outra banda. Já conhecia o maluco pela parceria que havíamos feito na época que ele era baixista da sua ex banda, a Calavera. Bastou um convite para o maluco e ele aceitou prontamente, pois já conhecia o resto da gurizada da banda. A gente soube que era ele quando começou a cantar os nossos sons no primeiro encontro.

ATM: O nome da banda, que faz referência à guitarra usada por Zakk Wylde, já entrega uma das influências musicais de vocês. Que outras bandas e estilos os influenciam?
FERREIRA: Eu gosto de tudo que gosto. Não me prendo a um tipo de som. Acho que sou o mais eclético da gurizada (risos).
REIS: Bom, tem bastante coisa “debaixo do capô” Além de obviamente BLS e Black Sabbath bebemos em fontes menos óbvias como Nevermore, Killswitch Engage, Iced Earth, Fear Factory, entre outras.

ATM: A Bullseye possui algum material gravado? Como os leitores podem fazer para conhecer os sons da banda?
REIS: Nos convidem pra tocar! Fora isso temos o myspace <https://myspace.com/bandabullseye> e o youtube, com nosso novo xodó, o clipe da "Hate Me" .

ATM: Vocês recentemente gravaram um clip que ficou bem legal, para a faixa Hate Me. Driblando uma possível falta de recursos, meteram a mão na massa e fizeram muito com pouco, mostrando que o que conta é uma idéia na cabeça e uma câmera na mão. Conte-nos como foi o processo de gravação do vídeo.
ÁLVARO PETER: Para a produção deste vídeo invertemos literalmente o processo de criação, onde normalmente busca-se recursos para executar-se uma ideia, nós avaliamos nossas reais possibilidades e assumimos que faríamos o melhor com o que tivéssemos. Desta forma fomos resolvendo problemas pontuais tais como: locação (disponibilizamos de uma sala de ensaio e obrigatoriamente será gravado lá), ambientação (a sala não tem um visual apropriado, então apagamos a luz e forçamos os planos fechados para não vazar nada), iluminação (alguém consegue uma lanterna?), equipamento (não temos nada profissional e o melhor que conseguimos foi um ipad), e por aí vai. O ápice da pré-produção foi todo mundo passar uma flanela nos instrumentos e comprar cerveja hehe. O material bruto final tinha quase 1h de gravações, dando início a outra etapa, de pura transpiração mesmo, para editar aquele que seria o primeiro (e suado) videoclip da banda.

ATM: Algum show em vista? O ensaio que eu vi, focado totalmente nos sons próprios, mostrou que repertório é o que não falta, e muito menos entrosamento entre os músicos. Quando veremos esses petardos executados ao vivo em cima de um palco?
FERREIRA: Tá para rolar uma parceria com as bandas que dividem a sala. A Freak Brotherz, minha outra banda, e a Postmortem. É coisa para daqui um mês no máximo. Mas aceitamos convites também (risos)!!!

ATM: A seu ver, quais são as maiores dificuldades para se conseguir manter uma banda underground atualmente? Já foi mais fácil ou mais difícil?
FERREIRA: Acho que o primeiro passo é gostar do que se faz e saber que isso não será sua fonte de renda. Muitas vezes mais se gasta do que se ganha (risos)!!! O resto é ensaio, dedicação, estudo e ser muito persistente!!! Não tem como ser diferente! Quando começamos a tocar ao vivo viemos com a proposta de apresentar o nosso trabalho. É claro que rola uns covers, mas nosso show é 70 a 80% de músicas autorais, então até a galera conhecer os sons demora um pouco, mas isso está sendo solucionado com a gravação delas em estúdio.

ATM: Os músicos da Bullseye já estão há bastante tempo na cena underground de Pelotas e região. Como vocês vêem a cena hoje em comparação com antigamente? Bandas, espaço para shows, etc...
FERREIRA: A gente (O entrevistador, risos) que faz parte da mesma geração começou a correr atrás no início dos anos 90. Se não existia um espaço, se criava um. Geralmente era aquele bar que já tava quebrando e aceitava qualquer coisa que propusessem para eles. Hehehe. Acho que todos nós começamos fazendo música autoral, o que complicava muita coisa, pois não existia essa coisa de gravar em casa que tem hoje. No máximo o cara colocava um microfone no meio da peça e seja o que ele captar. Aí aquela fita era passada para os amigos. Hoje tudo é mais fácil. Tem como se gravar em casa, existem bares que abrem espaço para galera. Até adquirir um equipamento bom é fácil. Mas isso torna a coisa mais trabalhosa, pois tu tens que correr atrás para que as pessoas conheçam o teu trabalho. São muitas opções, por isso os amigos são fundamentais, pois eles se transformam em multiplicadores na divulgação do trabalho.

ATM: O som da Bullseye é intenso e transborda sentimento. Quais os temas abordados nas letras de suas músicas?
PETER: Nunca tivemos a pretensão de criarmos um disco temático. O Dark Ritual, nome mais cotato para o primeiro disco da Bulls, trará letras muito intimistas e por vezes soturnas, que tratam de situações pontuais de cada integrante da banda. Como não existe um letrista oficial, a banda se torna extremamente heterogênea, fazendo heavy metal com situações cotidianas que vão desde a solidão de Nevermore, o ódio da Hate me, até a queima desenfreada de gasolina só por diversão de Live to ride.

ATM: Por fim, agradeço a todos pelo convite e pela atenção, em especial ao Lorenzo pela cerveja (risos)! Deixe então sua mensagem final aos nossos amigos leitores do All That Metal. Muito obrigado!
PETER: Valeu All That Metal pelo espaço, Valeu Torrado. Metal neles. Up the Bulls!