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Rotting Christ: Entrevista com Sakis

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


Conforme informado anteriormente, Sakis do Rotting Christ nos concedeu uma entrevista. Sempre gente boa, se propôs a nos responder praticamente de forma imediata. Confira abaixo a entrevista na integra:

ATM - Rotting Christ lançara um novo álbum este ano, intitulado: "True to His Own Spirit" (Nome em inglês, sendo o real: "Κατά τον δαίμονα εαυτού"). O que podemos esperar do som nesta nova obra de arte? Todos nós sabemos que existe uma evolução em cada lançamento desde o incio até hoje.
Sakis - Fiéis a nossas idéias de nos evoluir álbum por álbum e dar o melhor de nós para os ouvintes. Eu sinto que nós criamos o nosso lançamento mais sombrio desde sempre. Um álbum que inclui 11 novas faixas  elevados ao nosso melhor e em minha opinião nosso álbum de melhor qualidade. Como você disse uma obra de arte. Se um número de pessoas fizerem o mesmo então eu sentirei que criei algo bom e ofereci algo que vale a pena tirar uma hora do seu tempo para escutá-lo.

In Yumen / Xibalba


ATM - Como sempre as letras são tão importantes quanto o som, nesse novo lançamento teremos as letras focadas em algo? Eu lhe pergunto, pois o nome do álbum e o nome das faixas não estão em inglês, tornando um pouco misteriosas o significado destes.
Sakis - Sim, era isso que eu queria. Fazer com que vocês procurem. Sim, sem títulos em inglês, mas você sabe que há várias outras linguagens mundo a fora e especialmente linguagens antigas que criam uma atmosfera mais secreta. "Κατά τον δαίμονα εαυτού" é uma viagem, uma jornada no conhecimento da civilização antiga adentrando o ocultismo que emerge do lado negro de cada um de nós. Há referencias a essas civilizações como os Incas, Maias e também há referências aos mitos dos Gregos e Eslávico, línguas antigas que podem ser ouvidas aqui e ali e que com isso finalizam um quebra-cabeça multi cultural que caracteriza este álbum a o torna diferente dos anteriores. Este foi o estado emocional que me levou a esta novo álbum.

Elizabeth Bathory: A Condessa que inspirou Clássicos


A Condessa Elizabeth Bathory, nome americano para Erzsebet Báthory, foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias já conhecidas pela humanidade. A Condessa Sangrenta, é como ficou conhecida através dos tempos devido aos relatos que ultrapassam apenas lendas. 

         Fora esse acaso, qual a relação da Condessa junto ao metal extremo? Uma pergunta que possui uma resposta simples: a fascinação de artistas pela musa que originaram clássicos. Bandas como Bathory, Venom, Ghost, Cradle of Filth e muitas outras se inspiraram em seus contos para mostrar ao mundo seus feitios que em suma não eram nada maravilhosos a olhos que não apreciam a arte de Elizabeth.

         O intuito deste artigo é resumir e permitir que o leitor tenha uma ideia de quem fora essa mulher e seus atos, mas claro, iremos retratar alguns dos clássicos durante o artigo.
   
História de Elizabeth Bathory

Elizabeth nasceu em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, neste período as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, se tornando campo de batalha entre Turquia e Áustria. Existem autores que consideram esse o motivo de seu sadismo, uma vez que conviverá e tenha presenciado todo tipo de atrocidades quando criança. Um fato que marcou a vida da ainda então não Condessa, fora o fato de presenciar suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes durante um ataque a seu castelo. Durante sua infância ficou sujeira às doenças repentinas que destoavam uma intensa fúria e comportamento incontrolável. Fora esses deleites para seus pensamentos mórbidos que surgiriam posteriores, teve sempre uma ótima educação, uma menina excepcional pela sua abrangente inteligência. Húngaro, latim e alemão eram as línguas da qual Elizabeth era fluente.
 
Venom – Countess Bathory